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Lula defende parceria com EUA sem abrir mão da soberania

Ricardo Stuckert/PR

Um dos pontos centrais do debate econômico foi o déficit comercial brasileiro em relação aos EUA - Ricardo Stuckert/PR
Um dos pontos centrais do debate econômico foi o déficit comercial brasileiro em relação aos EUA
Por Broadcast

09/05/2026 | 11h48

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou neste sábado, 9, que o Brasil continuará buscando a ampliação de parcerias estratégicas com os Estados Unidos, fortalecendo o "caminho do diálogo sem abrir mão da nossa soberania".

A declaração, publicada na rede social X (antigo Twitter), ocorre dois dias após uma reunião bilateral com o presidente americano, Donald Trump.

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Durante o encontro realizado na última quinta-feira, 7, os chefes de Estado debateram uma agenda variada, com foco nos seguintes temas:

  • Comércio bilateral e negociações tarifárias;
  • Cooperação em segurança e combate ao crime organizado;
  • Exploração e mercado de minerais críticos.

No dia seguinte à reunião, Donald Trump voltou a destacar o "bom relacionamento" que mantém com o presidente brasileiro e confirmou que as questões tarifárias pautaram a conversa.

Um dos pontos centrais do debate econômico foi o déficit comercial brasileiro em relação aos EUA no ano passado. Os números, no entanto, divergem: enquanto as apurações do Brasil indicam um saldo negativo de US$ 20 bilhões, os cálculos americanos apontam para US$ 30 bilhões.

Historicamente, o governo dos Estados Unidos utiliza os registros de déficit comercial com outras nações para justificar a imposição de tarifas.

Minerais críticos

Outro grande destaque da agenda foi a exploração de minerais críticos e estratégicos. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, Lula apresentou a Trump o novo marco legal do setor, recém-aprovado na Câmara dos Deputados, que visa atrair e recepcionar novos investimentos para o Brasil.

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Silveira ressaltou a importância da "pluralidade de diálogo" na política externa brasileira e defendeu a entrada de recursos de diversos players globais, citando investidores da China, dos Estados Unidos e da Rússia.

Combate ao crime

Na área de segurança e inteligência financeira, o governo brasileiro também espera colher frutos do encontro diplomático. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na quinta-feira que a expectativa é avançar na assinatura de novos acordos de cooperação com os Estados Unidos, com foco especial em operações conjuntas de combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro.

(Por Renan Monteiro)

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