Facebook Viva Youtube Viva Instagram Viva Linkedin Viva

Cessar-fogo se mantém enquanto EUA aguardam resposta do Irã

Envato

Os ataques registrados na sexta-feira, 8, lançaram dúvidas sobre a trégua de um mês - Envato
Os ataques registrados na sexta-feira, 8, lançaram dúvidas sobre a trégua de um mês
Por Broadcast

09/05/2026 | 09h34 ● Atualizado | 09h35

Dubai - Um cessar-fogo se mantém neste sábado, 9, mesmo após os Estados Unidos atacarem dois petroleiros iranianos. O cenário de tensão se estende ao Bahrein, país que abriga o quartel-general regional da Marinha dos EUA, onde dezenas de pessoas acusadas de ligação com a Guarda Revolucionária do Irã foram detidas.

Os ataques registrados na sexta-feira, 8, lançaram dúvidas sobre a trégua de um mês, que os Estados Unidos insistem ainda estar em vigor.

Atualmente, Washington aguarda uma resposta iraniana à sua mais recente proposta de acordo para pôr fim à guerra, reabrir o Estreito de Ormuz e suspender o controverso programa nuclear de Teerã.

Leia também: Plano do Irã para o encerrar a guerra prevê fim de sanções ao país

As Forças Armadas dos EUA informaram que desativaram dois petroleiros iranianos que tentavam romper o bloqueio americano aos portos do país persa. Horas antes, os militares americanos já haviam afirmado ter frustrado ataques contra três navios da Marinha e atingido instalações militares iranianas na região do estreito, em resposta a uma agressão inicial.

De acordo com uma agência de notícias ligada ao judiciário iraniano, um ataque dos EUA realizado durante a noite matou pelo menos um marinheiro e feriu outros dez a bordo de um navio cargueiro que pegou fogo. Não ficou claro, no entanto, se a embarcação era um dos dois petroleiros que os americanos admitiram ter atingido.

Repressão interna

Enquanto isso, na pequena ilha do Golfo Pérsico, autoridades anunciaram a prisão de 41 pessoas que, segundo os EUA, fazem parte de um grupo ligado à Guarda Revolucionária do Irã.

O ministério responsável informou que as investigações continuam para que sejam tomadas medidas adicionais contra qualquer indivíduo associado à organização, sem fornecer maiores detalhes.

O Bahrein é governado por uma monarquia muçulmana sunita, mas possui uma população majoritariamente xiita — assim como o Irã. Grupos de direitos humanos alertam que o reino tem usado a guerra entre americanos e iranianos como pretexto para reprimir violentamente a dissidência política interna.

Ultimato de Trump

Apesar das recentes ofensivas, o presidente dos EUA, Donald Trump, insistiu que o cessar-fogo está sendo respeitado. O líder americano, contudo, reiterou as ameaças de retomar os bombardeios em grande escala caso o Irã não aceite o acordo para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar seu programa nuclear.

Leia também: Lula se diz otimista sobre tarifas e relação com EUA após encontro com Trump

Do lado persa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou na sexta-feira que o país não está dando atenção aos "prazos" impostos por Washington. Segundo informações da agência estatal IRNA, Teerã segue analisando a proposta dos EUA relacionada às negociações diplomáticas em andamento.

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Gostou? Compartilhe

Últimas Notícias