Cessar-fogo se mantém enquanto EUA aguardam resposta do Irã
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Dubai - Um cessar-fogo se mantém neste sábado, 9, mesmo após os Estados Unidos atacarem dois petroleiros iranianos. O cenário de tensão se estende ao Bahrein, país que abriga o quartel-general regional da Marinha dos EUA, onde dezenas de pessoas acusadas de ligação com a Guarda Revolucionária do Irã foram detidas.
Os ataques registrados na sexta-feira, 8, lançaram dúvidas sobre a trégua de um mês, que os Estados Unidos insistem ainda estar em vigor.
Atualmente, Washington aguarda uma resposta iraniana à sua mais recente proposta de acordo para pôr fim à guerra, reabrir o Estreito de Ormuz e suspender o controverso programa nuclear de Teerã.
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As Forças Armadas dos EUA informaram que desativaram dois petroleiros iranianos que tentavam romper o bloqueio americano aos portos do país persa. Horas antes, os militares americanos já haviam afirmado ter frustrado ataques contra três navios da Marinha e atingido instalações militares iranianas na região do estreito, em resposta a uma agressão inicial.
De acordo com uma agência de notícias ligada ao judiciário iraniano, um ataque dos EUA realizado durante a noite matou pelo menos um marinheiro e feriu outros dez a bordo de um navio cargueiro que pegou fogo. Não ficou claro, no entanto, se a embarcação era um dos dois petroleiros que os americanos admitiram ter atingido.
Repressão interna
Enquanto isso, na pequena ilha do Golfo Pérsico, autoridades anunciaram a prisão de 41 pessoas que, segundo os EUA, fazem parte de um grupo ligado à Guarda Revolucionária do Irã.
O ministério responsável informou que as investigações continuam para que sejam tomadas medidas adicionais contra qualquer indivíduo associado à organização, sem fornecer maiores detalhes.
O Bahrein é governado por uma monarquia muçulmana sunita, mas possui uma população majoritariamente xiita — assim como o Irã. Grupos de direitos humanos alertam que o reino tem usado a guerra entre americanos e iranianos como pretexto para reprimir violentamente a dissidência política interna.
Ultimato de Trump
Apesar das recentes ofensivas, o presidente dos EUA, Donald Trump, insistiu que o cessar-fogo está sendo respeitado. O líder americano, contudo, reiterou as ameaças de retomar os bombardeios em grande escala caso o Irã não aceite o acordo para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar seu programa nuclear.
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Do lado persa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou na sexta-feira que o país não está dando atenção aos "prazos" impostos por Washington. Segundo informações da agência estatal IRNA, Teerã segue analisando a proposta dos EUA relacionada às negociações diplomáticas em andamento.
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