BTG/Nexus: Lula lidera com 44% das intenções de voto entre eleitores 60+
Marcelo Camargo/Agência Brasil e Lula Marques/Agência Brasil
São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera no primeiro turno entre os eleitores com 60 anos ou mais, com 44% das intenções de voto na pesquisa estimulada do instituto Nexus para o Banco BTG Pactual, divulgada nesta terça-feira, 8.
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O principal candidato da oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), registra 32% das intenções de voto entre essa parcela da população — que representa 24% da amostra nacional. A diferença entre os dois candidatos é de 12 pontos porcentuais.
Na sequência, estão Ronaldo Caiado (PSD), com 7%, e Augusto Cury (Avante), com 4%. Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) aparecem empatados com 1% cada. Votos brancos e nulos totalizam 5% entre os eleitores com 60 anos ou mais, enquanto os indecisos também somam 5%.
A diferença entre os dois candidatos que lideram no primeiro turno é mais expressiva entre o eleitorado com 60 anos ou mais. Na média nacional, a distância entre Lula e Flávio é de apenas quatro pontos porcentuais, configurando empate técnico no limite da margem de erro.
Aprovação do governo é maior nessa faixa etária
Segundo o levantamento, o grupo com 60 anos ou mais é o único segmento etário em que a aprovação ao trabalho do atual mandatário supera a desaprovação.
Na média geral de toda a população brasileira, o trabalho do presidente Lula é desaprovado por 50% e aprovado por 45%. Entre as pessoas com mais de 60 anos, o cenário se inverte: 52% aprovam a atuação do presidente, enquanto 42% a desaprovam.
Na avaliação geral da gestão, 41% dos entrevistados nessa faixa etária a classificam como ótima ou boa (21% ótima e 20% boa), empatando com os 41% que a consideram ruim ou péssima (5% ruim e 36% péssima). No total nacional, a avaliação positiva é de 36% e a negativa, de 46%.
Cenário de segundo turno
Nas simulações de segundo turno, a preferência dos eleitores com 60 anos ou mais altera o equilíbrio verificado na média nacional.
No confronto direto entre os dois principais candidatos, enquanto há empate técnico no eleitorado geral — 46% para Bolsonaro e 45% para Lula —, o atual presidente lidera entre o público dessa faixa etária por 51% a 39%.
Lula também mantém vantagem sobre os demais adversários nesse estrato etário:
- Lula (52%) x Ronaldo Caiado (36%);
- Lula (52%) x Augusto Cury (33%);
- Lula (50%) x Romeu Zema (34%);
- Lula (53%) x Renan Santos (29%).
Preferência por mídias tradicionais
O levantamento indica que o eleitorado com 60 anos ou mais demonstra maior engajamento cívico e preferência por meios tradicionais de comunicação. Nas entrevistas realizadas, 55% dos integrantes desse grupo declaram acompanhar as propostas no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.
O dado contrasta com o quadro nacional, no qual 54% dos eleitores de todas as idades afirmam não assistir à propaganda eleitoral gratuita nem ouvi-la.
Também nesse recorte, 89% afirmam que com certeza comparecerão às urnas em outubro, contra 87% na média geral. Quanto às motivações do voto, as ideias e propostas do candidato motivam 51% dessas pessoas, seguidas pela estratégia do voto útil (para derrotar um rival), citada por 14%.
Identificação política e polarização
Na escala de polarização, a população com 60 anos ou mais registra a maior proporção de "lulistas convictos" (29%, contra 26% no geral), acompanhada por 26% de "bolsonaristas convictos" (27% no geral).
Os não polarizados somam 15% e os que rejeitam ambos os lados representam 8%. O índice de eleitores desse estrato que não soube se posicionar foi de 14%.
Em relação à divisão política do País, 40% das pessoas idosas discordam de que exista polarização nacional, enquanto 18% dizem estar confortáveis com o fenômeno, 14% declaram-se indiferentes e 8% dizem estar cansados do ambiente polarizado. Outros 19% não souberam responder ao questionamento.
Sobre a pesquisa
A 13ª rodada da pesquisa Nexus/BTG Pactual foi realizada por telefone (via CATI) entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026, com 2.002 eleitores em todo o território nacional.
A margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos na amostra geral, e de cinco pontos porcentuais no recorte de 60 anos ou mais, sob nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06790/2026.
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