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MP pede suspensão de remuneração de ministro do STJ acusado de importunação sexual

Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pede suspensão de remuneração de ministro do STJ acusado de importunação sexual

Broadcast

Por Broadcast

12/02/2026 | 11h05

José Alberto/STJ

STJ decidiu pelo afastamento cautelar do ministro Marco Buzzi - José Alberto/STJ
STJ decidiu pelo afastamento cautelar do ministro Marco Buzzi
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Brasília, 12/02/2026 - O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) Lucas Rocha Furtado pediu nesta quinta-feira, 12, que o Tribunal adote medida cautelar determinando ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a imediata a suspensão do pagamento de qualquer remuneração ao ministro Marco Buzzi.

Na última terça-feira, 10, por unanimidade, o STJ decidiu pelo afastamento cautelar do ministro, acusado de importunação sexual.

Leia também: CNJ recebe nova denúncia de importunação sexual contra ministro Marco Buzzi

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Buzzi, contudo, continuará recebendo seu salário de R$ 44 mil. O Estadão/Broadcast mostrou nesta semana que ele recebia salários acima do teto da magistratura e, entre setembro e dezembro, a soma dos seus salários ultrapassou R$ 600 mil líquidos.

Furtado pede que a suspensão ocorra enquanto perdurar o afastamento cautelar, "considerando a gravidade das acusações e a necessidade de resguardar os princípios constitucionais da moralidade, eficiência e economicidade".

O subprocurador-geral também pede que o TCU decida pela adoção de medidas necessárias para apurar valores já pagos a Buzzi desde o início de seu afastamento, com possibilidade de eventual restituição ao erário.

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Na representação, Furtado enfatiza que as acusações contra o ministro não são de meras infrações administrativas ou de condutas de menor gravidade.

Afirma que as denúncias são de importunação sexual, um comportamento que, além de violar a dignidade das vítimas, compromete a imagem e credibilidade do Poder Judiciário como um todo, emenda.

Permitir que um magistrado acusado de tais condutas continue a receber remuneração integral, custeada pelos contribuintes, é um verdadeiro escárnio com a sociedade brasileira"

"Trata-se de um desrespeito às mulheres vítimas de violência, às famílias que dependem de serviços públicos de qualidade e a todos os cidadãos que esperam que os recursos públicos sejam utilizados de forma responsável e ética", diz.

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(Por Marianna Gualter e Lavínia Kaucz)

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