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Netanyahu ameaça líder do Irã e tensão cresce no Estreito de Ormuz

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Mojtaba Khamenei afirmou que Ormuz deve continuar como instrumento de pressão - RS/Fotos
Mojtaba Khamenei afirmou que Ormuz deve continuar como instrumento de pressão
Por Broadcast

12/03/2026 | 20h03

São Paulo - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ameaçou nesta quinta-feira o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ao afirmar que ele seria um “fantoche” da Guarda Revolucionária e que não poderia sequer “mostrar o rosto em público”. Durante conversa com jornalistas por videoconferência, Netanyahu também declarou que os ataques israelenses ao Irã já teriam eliminado cientistas nucleares do país.

Questionado sobre a possibilidade de tentar matar o líder iraniano, o premiê respondeu:

Eu não assinaria um seguro de vida para ele ou para os líderes de grupos militantes apoiados pelo Irã.”

Segundo Netanyahu, as ofensivas têm como objetivo impedir que Teerã transfira projetos nucleares e balísticos para instalações subterrâneas. Ele afirmou ainda que Israel está enfraquecendo aliados do regime iraniano. “Estamos esmagando o regime terrorista no Irã. Estamos atacando e derrotando seus aliados - o Hezbollah no Líbano.”

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O premiê também sugeriu que as operações militares podem criar condições para uma mudança de regime no país persa, mas disse que isso dependeria da população iraniana. Ele acrescentou que tem mantido contato frequente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde o início da escalada militar.

Navios em Ormuz

Em meio ao conflito, o Irã informou que tem permitido a passagem de embarcações de alguns países pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de petróleo.

O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Majid Takht-Ravanchi, afirmou que Teerã tem cooperado com nações que solicitaram autorização para atravessar a via estratégica. “Alguns países já falaram conosco sobre atravessar o Estreito e nós cooperamos com eles.” Ao mesmo tempo, ele indicou que países considerados alinhados à ofensiva militar contra o Irã podem não ter passagem garantida.

Takht-Ravanchi também negou que o país esteja instalando minas na região, após acusações feitas por Washington. Segundo ele, o Irã busca garantias de que não voltará a enfrentar novos conflitos.

Relatos da agência Reuters indicaram ainda que petroleiros com bandeira da Índia poderiam receber autorização para cruzar o estreito, embora uma fonte iraniana tenha negado a existência de acordo formal.

Khamenei fala pela primeira vez

Em seu primeiro pronunciamento como líder supremo, Mojtaba Khamenei afirmou que o bloqueio do Estreito de Ormuz deve continuar como instrumento de pressão contra Estados Unidos e Israel. “Certamente também se deve continuar a utilizar o instrumento de bloqueio do Estreito de Ormuz.”

Ele também advertiu que bases militares americanas na região podem se tornar alvo de novos ataques caso o conflito se prolongue. Khamenei pediu que países que abrigam essas instalações reconsiderem sua posição e recomendou o fechamento dessas bases.

O líder iraniano afirmou ainda que Teerã continuará mirando posições militares de adversários e prometeu retaliar mortes causadas por ataques recentes. No discurso, também pediu unidade interna e convocou a população a participar das manifestações do Dia de Jerusalém.

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'Golpes severos'

O comandante das forças navais da Guarda Revolucionária iraniana, Ali Reza Tangsiri, afirmou que o país está preparado para intensificar ações militares contra adversários.

Em publicação nas redes sociais, ele declarou que as forças sob seu comando seguirão a estratégia defendida pelo líder supremo, mantendo a pressão no Estreito de Ormuz. Segundo Tangsiri, Teerã poderá responder com ataques mais duros caso a guerra se amplie.

O bloqueio da rota marítima preocupa mercados globais, já que o estreito é responsável por parte significativa do transporte internacional de petróleo e gás.

Novas frentes na guerra

No mesmo pronunciamento, Khamenei afirmou que o Irã pode abrir novas frentes no conflito caso a guerra continue. Segundo ele, essa possibilidade foi avaliada pelo governo iraniano e poderá ser adotada se necessário.

O líder também agradeceu a aliados regionais, citando grupos e países que considera parte da chamada “frente de resistência”, incluindo o Iêmen, o Iraque e o grupo libanês Hezbollah.

Khamenei reiterou que o Irã pretende manter relações com países vizinhos, mas advertiu que alvos militares e interesses financeiros de adversários na região poderão ser atingidos caso o confronto se intensifique.

Situação está evoluindo bem, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que o cenário do conflito com o Irã está avançando rapidamente e avaliou que os acontecimentos estão ocorrendo de forma positiva para Washington.

Em um evento nos Estados Unidos, ele destacou a força das Forças Armadas americanas e afirmou que o Irã está pagando um preço elevado pelos confrontos recentes.

(Por Pedro Lima, Isabella Pugliese Vellani, Darlan de Azevedo e Matheus Andrade, especial para o Broadcast)

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