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Ônibus de empresa investigada por elo com PCC continuarão circulando

Rovena Rosa/Agência Brasil

De acordo com o prefeito Ricardo Nunes, manutenção do serviço está garantida - Rovena Rosa/Agência Brasil
De acordo com o prefeito Ricardo Nunes, manutenção do serviço está garantida
Por Estadão Conteúdo

25/06/2026 | 11h09

São Paulo - A Prefeitura de São Paulo afirmou que a operação dos ônibus da empresa Transunião seguirá normalmente mesmo após a deflagração da Operação Última Parada, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital.

De acordo com o prefeito Ricardo Nunes, a administração acompanha o caso e garantiu a manutenção do serviço. "Estamos acompanhando o desdobramento da operação ao mesmo tempo em que temos toda a atenção para que o serviço funcione plenamente, o que tem ocorrido normalmente desde as primeiras horas da manhã", disse.

A ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, e pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil. A investigação mira supostos esquemas de lavagem de dinheiro e uso de empresas de ônibus para ocultação de patrimônio, além do cumprimento de mandados de prisão e busca em diferentes cidades do Estado.

Nunes também citou que a Prefeitura já adotou medidas em situações semelhantes envolvendo outras empresas do setor e não descartou novas ações caso haja determinação dos órgãos competentes. Segundo ele, eventuais decisões sobre intervenção ou rompimento de contrato dependerão da notificação oficial e da análise jurídica do caso.

Em nota, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans reforçaram que a operação da Transunião segue sem interrupções e que a frota continua atendendo normalmente as linhas sob responsabilidade da empresa. A gestão municipal destacou ainda que aguarda notificação oficial da decisão judicial para avaliar seus termos e adotar as providências necessárias.

A Operação Última Parada também prevê bloqueio de bens e afastamento de dirigentes da empresa, mas a Prefeitura afirma que, até o momento, não houve alteração na operação do sistema de transporte.

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