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Papa Leão XIV celebra Via-Sacra no Coliseu, em Roma

Vatican Media

Milhares acompanharam a celebração da Via Crucis ao redor do Coliseu, em Roma - Vatican Media
Milhares acompanharam a celebração da Via Crucis ao redor do Coliseu, em Roma
Por Fabiana Holtz

04/04/2026 | 10h08

São Paulo - Em Roma, o Coliseu voltou a ser lugar de oração e memória da Paixão do Cristo na noite de ontem, marcando as celebrações da Sexta-Feira Santa. Diante de milhares de fiéis reunidos ao redor do famoso monumento no centro da capital italiana, o Papa Leão XIV percorreu com a cruz as 14 estações da Via-Sacra, conduzindo pela primeira vez esse momento de oração.

Segundo a agência de notícias do Vaticano, o Pontífice fez questão de carregar a cruz durante todo o percurso: cinco estações no interior do anfiteatro romano e outras nove na parte externa. O evento foi assistido por mais de 30 mil pessoas, que acompanharam a oração com velas nas mãos.

Papa Leão XIV durante Via-Crucis

Foto: Vatican Media

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As meditações, preparadas pelo franciscano padre Francesco Patton, foram inspiradas nos Evangelhos da Paixão e em escritos de São Francisco de Assis, no contexto dos 800 anos de sua morte. Em cada estação, a contemplação do caminho de Jesus ao Calvário foi entrelaçada com as dores e as esperanças da humanidade de hoje.

As reflexões do pontífice evocaram as guerras, os abusos de poder, a violência e o sofrimento de tantas mães e famílias.  

Ao término da Via-Sacra, o Papa pronunciou a oração “Omnipotens”, composta por São Francisco de Assis ao final da “Carta a toda a Ordem”. Antes da oração, Leão XIV recordou que o Santo de Assis convida os cristãos “a viver a vida como um caminho de progressivo envolvimento na relação de amor que une o Pai, o Filho e o Espírito Santo”. 

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Benção de São Francisco

Em seguida, o Pontífice rezou para que os homens e as mulheres de todo o mundo aprendam a conformar a própria vontade à vontade de Deus. 

Ao final, Leão XIV declamou a antiga bênção bíblica do Livro dos Números, que São Francisco costumava dirigir aos frades e ao povo, a ponto de se tornar conhecida como a sua bênção. Com as mãos erguidas sobre a multidão reunida junto ao Palatino romano,  invocou:

O Senhor vos abençoe e vos proteja.
O Senhor faça brilhar sobre vós o seu rosto e vos acompanhe com a sua misericórdia.
Dirija para vós o seu olhar e vos dê a sua paz.

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