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Papa Leão XIV defende liberdade de imprensa após bloqueio de Trump a TVs

Governo Trump tentou impedir veículos de comunicação dos EUA de acessar a Casa Branca, mas juiz reverteu decisão temporariamente

Broadcast

Por Broadcast

25/09/2026 | 09h06

Reprodução/Youtube/@vaticannews

Leão falou com repórteres nesta sexta-feira, 25, durante viagem à França - Reprodução/Youtube/@vaticannews
Leão falou com repórteres nesta sexta-feira, 25, durante viagem à França
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O papa Leão XIV defendeu a liberdade de imprensa durante uma visita à França, criticando a tentativa do governo Trump de restringir o acesso de jornalistas à Casa Branca, destacando a importância da cobertura da mídia em eventos públicos.

Após uma decisão judicial que permitiu o retorno de algumas redes de notícias à Casa Branca, o confronto entre Trump e veículos de comunicação continua, com a cobertura de eventos significativos, como a visita do líder chinês Xi Jinping, sendo afetada pela falta de acesso.

Leão, que já havia abordado a necessidade de uma imprensa livre em sua primeira audiência como papa, reiterou seu apoio à liberdade de expressão e à libertação de jornalistas presos, embora a cobertura de suas audiências tenha se tornado mais restrita desde a pandemia.

Resumo gerado por IA

Paris - O papa Leão XIV disse a jornalistas que eles eram bem-vindos para acompanhá-lo, ao responder à tentativa do governo Trump de impedir veículos de comunicação dos Estados Unidos de acessar a Casa Branca e reafirmar a importância de jornalistas cobrirem figuras públicas.

Leão falou com repórteres nesta sexta-feira, 25, durante viagem à França para uma visita de quatro dias. Questionado por um jornalista da CNN sobre a tentativa do governo Trump de barrar a emissora e outros repórteres, Leão afirmou que a imprensa era bem-vinda em seu avião.

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"Fico muito feliz que, aqui, todos vocês sejam bem-vindos", disse. Uma boa cobertura da imprensa é importante, afirmou, e é igualmente importante "que tenhamos isso em todos os lugares, para todos".

CNN, MS NOW e Politico voltaram à Casa Branca na quinta-feira, 24, depois que um juiz lhes concedeu uma trégua em relação ao veto imposto pelo presidente Donald Trump, mas o confronto extraordinário entre ele e veículos cuja cobertura desagrada ao presidente continuou.

Em um dia de grande destaque, no qual o líder chinês Xi Jinping visitava Washington e participava de um jantar de Estado, nenhuma das principais redes americanas transmitia os eventos ao vivo, e CNN e MS NOW disseram que seus jornalistas tiveram o acesso negado à chegada de Xi para o jantar.

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Leão há muito defende a necessidade de uma imprensa livre e independente, tema que abordou em uma de suas primeiras audiências como papa. Ao falar com jornalistas que cobriram o conclave de 2025 que o elegeu, o pontífice americano pediu a libertação de jornalistas presos e defendeu o "precioso dom da liberdade de expressão e de imprensa".

Ainda assim, desde a pandemia de covid-19, veículos independentes estão impedidos de cobrir oportunidades de fotos dentro do escritório privado do papa durante visitas de chefes de Estado. Além disso, muitas das audiências privadas do pontífice com outros grupos e indivíduos são fechadas à imprensa não ligada ao Vaticano.

Leão se opôs a Trump sobre a guerra

Os comentários de Leão a bordo do avião sobre Trump ocorreram após a troca de declarações em abril em torno das críticas do presidente americano à oposição do papa à guerra contra o Irã. A posição do pontífice americano lhe rendeu apoio de alguns europeus contrários às políticas de Trump.

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"Ele ousou, no nível dele, se opor ao presidente americano", disse o aposentado Thierry Marien, que chegou horas antes para conseguir um lugar no trajeto do papamóvel até a Catedral de Notre-Dame, onde Leão celebraria as vésperas mais tarde nesta sexta-feira. "Não porque seja contra o presidente americano, mas porque é contrário a países nos quais podemos ver o risco de seus sistemas políticos se tornarem um pouco mais ditatoriais, e já existem países assim em número suficiente no mundo."

"Gostei que ele tenha feito isso. Ele poderia facilmente ter pensado: 'Na minha posição, não vou criticar nenhum chefe de Estado'", afirmou. Fonte: Associated Press.

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