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Paralisação de caminhoneiros é frustrada e trânsito flui em rodovias

Tomaz Silva/Agência Brasil

A Polícia Rodoviária Federal informou que, até o fim da manhã, não havia registro de bloqueios ao longo das odovias do País - Tomaz Silva/Agência Brasil
A Polícia Rodoviária Federal informou que, até o fim da manhã, não havia registro de bloqueios ao longo das odovias do País

Por Isadora Duarte, da Broadcast

redacao@viva.com.br
04/12/2025 | 12h16 ● Atualizado | 12h33

Brasília, 04/12/2025 - A paralisação nacional marcada para esta quinta-feira pela União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC) não teve adesão dos transportadores autônomos. Até as 11h30, não foram registrados bloqueios ou pontos de contingenciamento e interdições nas rodovias federais. O trânsito flui normalmente.

 A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou, em nota, que não recebeu, até o momento, comunicação formal sobre a paralisação. "Conforme o Artigo 95 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), nenhum evento que possa perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e pedestres pode ser iniciado sem permissão prévia da autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via", afirmou a PRF na nota.

Leia também: Pilotos e comissários podem entrar em greve por impasse em negociação

A PRF acrescentou, ainda, que os 75 mil quilômetros de rodovias federais permanecem sob ronda e monitoramento. "Nesta quinta-feira (4), a PRF manterá o habitual trabalho diário observando o fluxo de veículos e eventuais fatos atípicos que possam acontecer no ambiente rodoviário", esclareceu.

Temor de uso político

Uma ala de caminhoneiros ameaçava uma greve geral no País a partir de hoje. O movimento é capitaneado pela UBC, que estimava adesão de aproximadamente 20% da categoria em mobilização inicial. A maior parte da categoria, entretanto, diverge da manifestação e teme uso político de uma eventual paralisação.

Entidades que representam transportadores autônomos refutam uma adesão formal ao movimento, apontam para anistia aos envolvidos nos atos do 8 de Janeiro como pano de fundo e afirmam que os caminhoneiros não serão utilizados como "massa de manobra".

Apesar da convocação da UBC, entidades como Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) negam indicativo de paralisação da categoria neste momento.

Procurado, o representante da UBC, Francisco Burgardt, conhecido como Chicão caminhoneiro, não retornou ao pedido de comentário sobre o andamento da mobilização.

A entidade protocolou uma petição quanto à greve junto à Presidência da República com 18 pleitos da categoria. Entre eles, a estabilidade contratual do caminhoneiro; a reestruturação do Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas; atualização do piso mínimo do frete especialmente para veículos de nove eixos; congelamento das dívidas de caminhoneiros autônomos pelo prazo de 12 meses; aposentadoria especial após 25 anos de atividade; isenção de pesagem entre eixos; linha de crédito de até R$ 200 mil para caminhoneiros; destinação de 30% das cargas de empresas estatais para caminhoneiros autônomos.

Outra demanda da categoria é a adoção de medidas administrativas que regularizem a situação de motoristas autônomos envolvidos em mobilizações anteriores.

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