Facebook Viva Youtube Viva Instagram Viva Linkedin Viva

Grupo fará campanha para eleger mais mulheres no pleito deste ano

MIro

Luiza Trajano anunciou a realização do Summit Mulheres nas Profissões, em agosto - MIro
Luiza Trajano anunciou a realização do Summit Mulheres nas Profissões, em agosto
Por Claudio Marques

05/05/2026 | 18h00

São Pàulo - O Grupo Mulheres do Brasil vai “trabalhar muito” para ajudar a eleger mais mulheres no pleito deste ano. Quem afirma é a fundadora do grupo, Luiza Trajano, que também é presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza.

“Vamos fazer uma campanha muito grande. Vamos assumir profundamente (esse compromisso). Queremos colocar mais mulheres lá (no poder)”, diz. Atualmente, segundo Trajano, a participação feminina na política é de apenas 18%.

Leia também: Curso prepara mulheres para alta liderança em cargos em conselhos consultivos

Na sua visão, é preciso votar em mulheres, para mudar o atual sistema discriminatório. Ela lembra que a participação feminina em cargos de liderança é de 32%, embora sejam 45% da força de trabalho. No entanto, Trajano acredita que já há mudança na sociedade, que está mais aberta para eleger mais mulheres.

“A mulher mudou de patamar. Os políticos já perceberam, tanto que querem indicar mulheres como candidatas, ou ter mulheres como vice”, declara. O grupo divulgará as candidatas que assumirem um compromisso com cinco das plataformas do grupo.

Políticas públicas

“Nós já começamos a trabalhar, qualquer mulher de qualquer partido que assinar o documento (com os compromissos),  nós vamos divulgá-las em nossos veículos”, afirma Trajano.  

O movimento é apartidário, embora seja político. “O Mulheres do Brasil trabalha muito, mas nasceu para fazer políticas públicas e quem faz política pública é político. Mas somos totalmente apartidárias”, reforça. 

O grupo foi criado em 2013, por iniciativa de Trajano, reunindo 40 mulheres. Hoje, são 140 mil participantes no Brasil e em outros 20 países. Heterogêneo, é formado por mulheres de diferentes classes sociais, cores e credos

“Atua em parceria com diferentes esferas de poder para fomentar a adoção de políticas afirmativas e eliminar as desigualdades de gênero, raça e condição social”, informa o grupo. Graças à ação do movimento, o Congresso aprovou lei que determina que os conselhos de empresas públicas devem ter pelo menos 30% de mulheres em sua composição.

Trajano defende que, se mais mulheres ocuparem cargos políticos em todas as esperas de poder, contribuirá para a redução dos feminicídios, uma vez que elas deverão usar mais eficazmente os instrumentos disponíveis para combater o problema. 

Summit Mulheres nas Profissões

As declarações de Trajano ocorreram durante o evento de lançamento do Summit Mulheres nas Profissões, voltado ao desenvolvimento profissional feminino. Promovido pelo Mulheres do Brasil, será realizado nos dias 4 e 5 de agosto no Expo Center Norte. 

Em uma área de 14 mil metros quadrados, será montada uma grande arena e mais 11 palcos simultâneos. Serão 13 trilhas de conteúdos em que se falará das mulheres como protagonistas nessas profissões.

As trilhas abordarão temas como  saúde e bem-estar, esporte, Justiça e segurança, ciência e educação, tecnologia, IA, arte e cultura, turismo e entretenimento, carreira política e serviços políticos, entre outras.

Inspiração e networking

“O evento é um lugar de inspiração, conhecimento e networking”, diz Arnold Eugênio, CEO da Átimo, organizadora de evento. A ideia é que a participante possa discutir como melhorar a profissão de seu interesse com alguém que trabalha na área, diz Trajano. 

Se for uma pequena empreendedora vai ter espaço para discutir, para expor e receber dicas a respeito de seu negócio. “Agora, estamos discutindo a criação de um banco de talentos para as interessadas.”

De acordo com a organização, haverá cerca de 300 palestras e a expectativa é de reunir 10 mil pessoas. Os ingressos custam R$ 100 e estarão à venda a partir desta quarta-feira, 6, no Simpla.

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Gostou? Compartilhe

Últimas Notícias