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PF descobre fraude no INSS com prejuízo superior a R$ 11 milhões na Bahia

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Operação Sexta-Feira 13 investiga esquema de benefícios assistenciais obtidos com documentos falsos - Adobe Stock
Operação Sexta-Feira 13 investiga esquema de benefícios assistenciais obtidos com documentos falsos
Por Alexandre Barreto

17/06/2026 | 09h01

São Paulo - A Polícia Federal (PF) e o Ministério da Previdência Social (MPS) deflagraram nesta terça-feira, 16, a Operação Sexta-Feira 13 para combater um esquema de fraudes em benefícios assistenciais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na Bahia. A investigação aponta que o grupo utilizava documentos de identificação falsos para obter pagamentos indevidos destinados a idosos.

A ação ocorreu na cidade de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, onde foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal da Subseção Judiciária de Alagoinhas. Segundo a PF, o esquema teria causado um prejuízo superior a R$ 11 milhões aos cofres públicos.

As investigações começaram em 2025 e identificaram que integrantes do grupo recebiam benefícios assistenciais de forma irregular há aproximadamente uma década. De acordo com a apuração, foram encontrados casos de utilização de documentos inexistentes e situações em que uma única pessoa aparecia como titular e recebedora de diversos benefícios da mesma modalidade.

"Tais benefícios, em muitos casos, eram requeridos por supostos representantes legais ou incluídos posteriormente, sem qualquer documento que os habilitasse em tal condição", informou a PF.

Além disso, as investigações apontam que vários benefícios já suspensos pelo INSS voltavam a ser ativados mediante solicitações atribuídas ao grupo investigado.
Com a reativação dos benefícios, eram liberados pagamentos retroativos, aumentando os valores recebidos indevidamente.

Segundo a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), foram identificados ao menos 50 benefícios com indícios de fraude relacionados ao esquema.

A operação foi conduzida pela Polícia Federal com apoio da CGINP, órgão ligado ao MPS responsável por identificar e analisar indícios de fraudes e crimes organizados contra o sistema previdenciário.

As autoridades afirmam que a atuação integrada busca proteger os recursos destinados aos segurados e beneficiários que têm direito aos pagamentos.

Os suspeitos poderão responder por crimes como estelionato qualificado, associação criminosa e inserção de dados falsos em sistemas da Previdência Social. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e dimensionar a extensão do esquema.

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