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Governo ressarciu 4,5 milhões de vítimas de fraudes no INSS, diz ministro

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Governo adotou medidas para reforçar a segurança do INSS, disse Wolney - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Governo adotou medidas para reforçar a segurança do INSS, disse Wolney
Por Broadcast

20/05/2026 | 09h32

Brasília - O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta quarta-feira, 20, que o governo já ressarciu mais de 4,5 milhões de aposentados e pensionistas vítimas de descontos indevidos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e que trabalha para zerar a fila de pedidos do órgão até o fim deste ano. As declarações foram dadas em entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“Nós fizemos o ressarcimento de mais de 4,5 milhões de pensionistas e aposentados. Nunca na história do Brasil aconteceu isso, o governo devolvendo o dinheiro, procurando as pessoas”, afirmou o ministro.

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Segundo Wolney, o governo também adotou medidas para reforçar a segurança do sistema do INSS, mesmo diante de críticas sobre eventual dificuldade de acesso aos serviços:

Nós só temos duas alternativas. Ou a gente facilita e acaba com a biometria e fica sujeito a fraudes, ou a gente restringe o acesso e aí fica um pouco mais difícil para o aposentado e o pensionista, mas garante que não haja fraudes. E é esse o objetivo que a gente tem de dar maior segurança.”

Fila do INSS

O ministro disse ainda que a meta da pasta é reduzir a fila de requerimentos para abaixo de 1,3 milhão de pedidos, volume que classificou como o fluxo mensal normal de entradas no sistema, com prazo inferior a 45 dias para análise.

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Então o nosso desafio, a nossa tarefa é deixar essa fila abaixo de 1,3 milhão, ou seja, 1,3 milhão é só o fluxo do mês, não tem mais nada, e abaixo dos 45 dias. E nós estamos indo bem nessas duas categorias. Estamos na média. Estamos avançando bem. Estou querendo zerar essa fila até o final desse ano.”

Durante a entrevista, Wolney também se posicionou contra uma nova reforma da Previdência. Segundo ele, mudanças no sistema costumam transferir custos aos trabalhadores, seja por meio de aumento de contribuição, ampliação do tempo de trabalho ou elevação da idade para aposentadoria.

Ela vai tirar dinheiro do seu salário para você pagar mais. Ela vai fazer com que o tempo para se aposentar seja maior ou ela vai aumentar a alíquota, ou os três. Então, normalmente, é para você pagar essa conta."

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O ministro afirmou ainda que há quem trate o tema com facilidade por estar no “ar condicionado” e defendeu soluções baseadas em ganhos de produtividade e revisões internas no INSS.

“Daqui a pouco a gente vai querer que a pessoa trabalhe até morrer", afirmou.
"Eu sou contra a reforma. Eu acho que a gente tem que trabalhar para fazer com que cada vez menos necessite de reforma. A gente atua dentro da Previdência Social”, declarou.

(Por Mateus Maia)

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