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PF mira Jaques Wagner em operação sobre fraudes com Banco Master e PT da BA

Lula Marques/Agência Brasil

PF deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero - Lula Marques/Agência Brasil
PF deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero
Por Alexandre Barreto

18/06/2026 | 08h53 ● Atualizado | 08h53

São Paulo - A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira, 18, a nona fase da Operação Compliance Zero, tendo como principal alvo das ações de busca e apreensão o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A investigação apura fraudes envolvendo o Banco Master e o PT da Bahia, além da suposta participação do parlamentar no esquema.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, a suspeita da PF é que o senador tenha recebido um imóvel e pagamentos de propina por meio de uma empresa ligada a um de seus familiares para ocultar vantagens indevidas.

No total, os policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, nos Estados da Bahia, de São Paulo e no Distrito Federal.

Além dos mandados de busca, o STF determinou medidas cautelares que incluem a proibição de contato entre os investigados, a suspensão de passaportes e o uso de monitoração eletrônica. “Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, de corrupção ativa e de lavagem de dinheiro”, informou a PF.

Outro alvo da operação é o empresário Augusto Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Lima foi o responsável por implementar um sistema de crédito consignado para servidores públicos (Credcesta) durante a gestão de Jaques Wagner como governador da Bahia, entre 2007 e 2014.

O sistema posteriormente se tornou o principal ativo financeiro do Banco Master. A Polícia Federal também investiga a atuação de Lima na venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB).

Esta é a primeira fase da Operação Compliance Zero que tem como alvo políticos aliados ao atual governo federal do presidente Lula. Em etapas anteriores, as investigações miraram o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro (PL). O espaço permanece aberto para as manifestações das defesas dos investigados.

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