Áudio expõe pedido de Flávio Bolsonaro a dono do Master por filme do pai
Eduardo F. S Lima/Ato Press/Estadão Conteúdo
Brasília - O veículo de notícias Intercept Brasil divulgou áudio em que o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flavio Bolsonaro (PL-RJ), pede dinheiro para o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para pagar despesas com o filme Dark Horse, que conta a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Fico sem graça de ficar te cobrando, mas é que está em um momento muito decisivo do filme e como tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, preocupado”, diz Flavio no áudio divulgado.
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Nas mensagens obtidas pelo Intercept, Flavio Bolsonaro escreve ainda a Vorcaro: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs".
A mensagem teria sido enviada no dia 16 de novembro de 2025. No dia seguinte, Vorcaro foi preso por suspeita de operações fraudulentas envolvendo o banco. O Master foi liquidado no dia 18 de novembro de 2025.
O que diz Flávio Bolsonaro?
Em nota, Flávio Bolsonaro admitiu ter procurado o dono do Master, Daniel Vorcaro, para pedir financiamento para o filme sobre o pai, mas negou ter recebido ou oferecido vantagens ao banqueiro.
Ele argumenta que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro.
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O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca”, declarou o senador
Ele também publicou o conteúdo em vídeo nas redes sociais.
O senador usou o argumento de que o patrocínio envolvia recursos privados, e não públicos. “O que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, falou.
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Nas redes sociais, Flávio disse também ter procurado outros investidores e que o filme está pronto. O senador repetiu a estratégia de usar o caso Master para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário na campanha.
“Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ”, continuou.
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