PF prende deputado Márcio Canella por suspeita de lavagem de dinheiro
Também foi determinada a suspensão das atividades de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro, das quais 96 são postos de combustíveis
Por Estadão Conteúdo
15/10/2026 | 10h09Divulgação/Alerj
A Polícia Federal prendeu o deputado estadual eleito Márcio Canella e o ex-secretário estadual de Polícia Civil Marcus Amim em uma nova fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis no Rio de Janeiro.
A operação, que é a oitava fase da investigação, revelou que o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos e resultou na suspensão das atividades de 112 empresas, incluindo 96 postos de combustíveis.
Seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diversas cidades do estado, com a participação de policiais civis entre os alvos, enquanto as defesas dos envolvidos ainda não se manifestaram.
São Paulo - A Polícia Federal cumpriu nesta quinta-feira, 15, uma nova fase de investigação sobre um esquema de lavagem de dinheiro com postos de combustíveis no Rio de Janeiro. Na operação, foi preso o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), segundo mais votado do Rio.
A ação também cumpriu prisão do ex-secretário estadual de Polícia Civil Marcus Amim. As defesas deles não haviam se manifestado até o fechamento deste texto, com espaço seguindo aberto para posicionamento.
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Trata-se da oitava fase da Operação Unha e Carne, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em nota, a PF diz que esse foi um dos temas tratados na reunião da cúpula da corporação com o ministro no último dia 6 de outubro.
Também foi determinada a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro, das quais 96 são postos de combustíveis utilizados para camuflar recursos de origem supostamente criminosa.
Canella, que também já foi prefeito de Belford Roxo, chegou a ser preso em flagrante na fase passada da operação porque a PF encontrou com ele um fuzil de calibre restrito. Na época, ele cogitava se lançar candidato ao Senado, mas desistiu por causa da operação e resolveu disputar a Assembleia Legislativa do Rio.
A ação cumpre seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo. Entre os alvos estão policiais civis.
De acordo com as investigações, o esquema teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
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