PIB cresce 2,3% em 2025 e soma R$ 12,7 trilhões, informa IBGE
Adobe Stock
São Paulo, 03/03/2026 - O IBGE divulgou nesta terça-feira, 3, o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, que registrou alta de 2,3% no ano passado. O crescimento ficou dentro das expectativas do Projeções Broadcast, realizada a partir de consulta com 35 instituições financeiras.
A estimativa intermediária para o PIB de 2025 era justamente de crescimento de 2,3%, desacelerando em relação à alta de 3,4% registrada no acumulado de 2024. As projeções para o ano passado variaram entre 2,1% a 2,6%.
Leia também: Prévia do PIB aponta crescimento de 2,45% da economia em 2025
No quarto trimestre de 2025, o PIB registrou crescimento de 0,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior. O número confirma a avaliação de que a economia andou de lado na segunda metade do ano passado, sob os efeitos da Selic em nível restritivo.
R$ 12,7 trilhões
O PIB em 2025 totalizou R$ 12,7 trilhões, sendo R$ 11,0 trilhões do Valor Adicionado a preços básicos e R$ 1,8 trilhão de Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.
Considerando o Valor Adicionado das atividades no ano, a Agropecuária registrou R$ 775,3 bilhões, a Indústria R$ 2,6 trilhões e os Serviços R$ 7,6 trilhões.
Entre os componentes da despesa, o Consumo das Famílias totalizou R$ 8,1 trilhões, o Consumo do Governo R$ 2,4 trilhões e a Formação Bruta de Capital Fixo R$ 2,1 trilhões.
A Balança de Bens e Serviços ficou superavitária em R$ 44,6 bilhões e a Variação de Estoque foi de R$ 30,2 bilhões.
Avaliações
Ao fazer sua projeção, o gerente de análise macroeconômica da Petros, Diego Martins Silva, ressaltou que o desempenho seria mais forte em alguns setores da economia. Silva estimava que os serviços seguiriam em alta, como se confirmou nesta terça-feira, com crescimento de 1,8% no ano.
Na avaliação do economista, o quadro para o PIB do quarto trimestre era aguardado e ilustra como foi o comportamento da economia doméstica ao longo de todo o ano de 2025.
O avanço do PIB foi marcado pela força do chamado setor exógeno, ou seja, que tem dinâmica influenciada por fatores externos, com os novos recordes tanto na agropecuária quanto na extração de petróleo e gás."
O banco Inter, por sua vez, destacou em relatório que o o crescimento deve refletir a recuperação do setor agropecuário no período, ao passo que o consumo das famílias ficou penalizado, em meio a menor oferta de crédito.
"Para 2026, essa tendência deve continuar, ainda efeito da atual política monetária restritiva. Novos impulsos fiscais e a redução na taxa de juros podem contribuir para uma retomada do crescimento no segundo semestre", afirmou a economista-chefe do banco, Rafaela Vitória.
Na avaliação do Santander, o destaque foi o fraco desempenho industrial. "Os números apontam para um desempenho bem fraco da indústria de transformação... e isso gera um PIB mais fraco", avaliou Gabriel Couto, economista do banco.
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.
