Perdeu o sono por conta de dívidas? Mais de um terço dos brasileiros também
Envato
São Paulo - Com um terço dos brasileiros assumindo que estão gastando acima do seu ganho mensal nos últimos seis meses, boa parte da população (84%) relata estar sempre preocupado em aumentar sua renda e mais da metade (55%) teme depender de amigos e familiares para manter as contas em dia.
E a questão está interferindo em questões psicológicas que vão da qualidade do sono a capacidade de tomar decisões financeiras como poupar, segundo pesquisa anual realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
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Reflexo desse cenário, preocupações com a vida financeira tem interferido na qualidade do sono de 37% dos brasileiros ouvidos pela Anbima. Outros 49% consideram que precisam trabalhar em excesso para pagar as contas, além de se sentirem constantemente cobrados e sob pressão com relação aos seus gastos. Aliado a isso, 29% afirmam que questões financeiras frequentemente são motivo de brigas em casa.

Mulheres e classe D/E
Por gênero, as mulheres (53%) lideram entre as que relatam o maior nível de estresse, seguidas pelos Millennials (30%) e Geração X (37%). No recorte por classes, as mais atingidas estão na classe D/E (39%).
Na média geral da população, o indicador de nível de estresse financeiro do brasileiro seguiu estável em 49% na comparação com o ano anterior. Com boa parte da renda comprometida, 82% dos que se enquadram nesse grupo não conseguiu economizar nada ao longo de 2025.
Outro reflexo direto desse estresse na saúde mental dos brasileiros, aponta a Anbima, é que além de perturbar o sono a situação acaba levando a cortes de despesas como lazer - o que acaba realimentando o ciclo de pressão psicológica.
Entre outras preocupações que tiram o sossego da população endividada, 82% relata preocupação em controlar as finanças e 74% dizem evitar compras desnecessárias. Indicador de nível de estresse financeiro permaneceu estável em relação à edição anterior, com alto estresse atingindo 47% das pessoas e estresse médio, 48%.
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