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Portugal quer receber mais imigrantes do Brasil, diz primeiro-ministro em encontro com Lula

Ricardo Stuckert / Palácio do Planalto

A declaração aconteceu nesta manhã, durante fala conjunta, em Lisboa, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Ricardo Stuckert / Palácio do Planalto
A declaração aconteceu nesta manhã, durante fala conjunta, em Lisboa, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Por Broadcast

21/04/2026 | 11h24 ● Atualizado | 11h29

São Paulo, 21/04/2026 - O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, afirmou que, mesmo que tenham ocorrido episódios conflituosos, os imigrantes brasileiros "têm se comportado em Portugal" e que quer receber mais imigrantes do Brasil. A declaração aconteceu nesta manhã, durante fala conjunta em Lisboa, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Em 2023, eram 513 mil brasileiros no país europeu, segundo dados do Itamaraty. Montenegro ponderou que houve alguns “focos de perturbação”, mas que, em sua visão, é algo natural e que, inclusive, ocorre com comunidades portuguesas em outros países.

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Montenegro também agradeceu o apoio brasileiro à candidatura portuguesa para integrar o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. “Queremos o português como uma língua oficial da ONU”, disse.

O primeiro-ministro ressaltou as parcerias comerciais e militares e que buscará união entre as economias luso-brasileira. “A ligação entre Portugal e o Brasil é fundamental para reerguer a ordem mundial”, concluiu.

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Acordo Mercosul e UE

O representante europeu afirmou ainda que Portugal defende o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. "Estamos empenhados no aprofundamento do acordo Mercosul-UE", disse Montenegro.

Montenegro ressaltou o esforço do Brasil para a assinatura do acordo, destacando o papel do presidente Lula. O primeiro-ministro afirma que Portugal quer ser um parceiro do Brasil em sua entrada na economia europeia, assim como o Brasil é parceiro de empresas portuguesas que atuam no País.

Lula ressaltou que o acordo abriria um mercado de US$ 22 bilhões e criticou o parlamento europeu que moveu recursos para impedir a entrada em vigor do acordo.

“Agriculturas do Brasil e da UE não são competitivas, mas complementares”, defendeu o presidente em referência a países europeus, principalmente à França, cujo os agricultores criticam o acordo pela alta competitividade do agronegócio brasileiro que os ameaçaria.

(Por Vinícius Novais e Francisco Carlos de Assis)

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