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Prefeitura de Belém decreta emergência após chuva recorde

Bruno Cecim/Agência Pará

Situação foi agravada devido à maré alta, segundo prefeitura - Bruno Cecim/Agência Pará
Situação foi agravada devido à maré alta, segundo prefeitura
Por Estadão Conteúdo

20/04/2026 | 10h11

São Paulo - A Prefeitura de Belém decretou estado de emergência na noite do domingo, 19, após uma chuva recorde atingir a cidade. Segundo a prefeitura, foram mais de 150 milímetros em menos de 24 horas, quase metade do esperado para todo o mês de abril.

"Uma das chuvas mais intensas dos últimos dez anos", classificou a administração municipal em publicação nas redes sociais. A prefeitura ainda não divulgou o número de pessoas atingidas pelo temporal.

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"A gente sabe que tem muita gente passando dificuldade nesse momento de chuva, mas a gente está aqui trabalhando empenhado para garantir que a normalidade volte", afirmou o prefeito Igor Normando.

O prefeito informou que o decreto de emergência foi assinado, entre outros motivos, para facilitar a captação de recursos junto ao governo estadual e federal para responder à crise.

De acordo com a prefeitura, a situação foi agravada devido à maré alta, que chegou a 3,6 metros e dificultou o escoamento da água.

A Defesa Civil da cidade, por meio de um comitê integrado, coordena as ações para responder aos impactos da chuva, como reforço nos abrigos, atendimento às famílias atingidas, limpeza de canais e bueiros e intervenção em pontos de alagamento.

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Até o momento, o bairro Terra firme foi o mais afetado. Em novembro, durante a Cúpula do Clima da ONU (COP-30), o Estadão visitou o bairro e contou sobre os problemas enfrentados pela população local, agravados pela crise climática.

Além do Terra Firme, os bairros Condor, Jurunas, Icoaraci, Tapanã, Parque Verde e Cabanagem foram atingidos.

Composta por ilhas, Belém é suscetível à variação das marés dos rios e intensificação das chuvas. As falhas de infraestrutura da cidade agravam o problema, deixando a população mais pobre vulnerável.

Um estudo liderado pelo Ministério das Cidades mapeou cerca de 400 áreas de risco de desastres na capital paraense. Os alagamentos estão entre os principais problemas de infraestrutura apontados pelo documento. O relatório indica a necessidade de obras de canalização do curso de água, microdrenagem e limpeza de sistemas de remoção de resíduos.

A prefeitura instituiu um ponto de coleta de doações na Aldeia Amazônica, no bairro Pedreira. As pessoas podem doar colchões, itens de higiene pessoal, cestas básicas, alimentos não perecíveis e roupas.

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