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Primeiro-ministro do Reino Unido renuncia e abre espaço para sucessão

Primeiro-ministro do Reino Unido renuncia à liderança do Partido Trabalhista; Keir Starmer permanecerá no cargo de forma interina

Broadcast

Por Broadcast

22/06/2026 | 09h44

Lauren Hurley/No 10 Downing Street

Starmer seguirá interinamente como primeiro-ministro até a definição de seu sucessor - Lauren Hurley/No 10 Downing Street
Starmer seguirá interinamente como primeiro-ministro até a definição de seu sucessor
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Londres - O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira, 22, que deixará a liderança do Partido Trabalhista, decisão que abre caminho para a escolha de um novo chefe de governo nas próximas semanas. Apesar da renúncia ao comando do partido, Starmer continuará interinamente como primeiro-ministro e permanecerá na residência oficial da Downing Street até a definição de seu sucessor.

Em um pronunciamento emocionado, Starmer reconheceu que já não contava com o apoio necessário dentro de sua própria legenda. "A pergunta que meu partido está fazendo agora é se eu sou a pessoa mais indicada para nos conduzir até a próxima eleição geral", afirmou. "Ouvi a resposta da minha bancada parlamentar a essa pergunta e a aceito com serenidade."

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O nome mais cotado para assumir a liderança é o de Andy Burnham, ex-prefeito da Grande Manchester. Na semana passada, ele conquistou uma vaga no Parlamento em uma eleição suplementar e passou a ser visto como o principal candidato à sucessão.

A saída de Starmer representa uma reviravolta para um político que chegou ao poder com grande força. Em julho de 2024, ele liderou o Partido Trabalhista em uma vitória histórica, encerrando 14 anos de governos conservadores. Na época, o partido conquistou ampla maioria no Parlamento e Starmer prometeu recuperar a confiança da população na política.

Mas o cenário mudou rapidamente. Ao longo de menos de dois anos de governo, o primeiro-ministro enfrentou uma série de problemas que desgastaram sua imagem. Entre eles estavam críticas por aceitar presentes, mudanças de posição em políticas públicas e propostas de cortes em programas sociais, que desagradaram parte dos eleitores e dos próprios parlamentares trabalhistas.

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A situação se agravou após as eleições locais e regionais realizadas em maio deste ano, quando o Partido Trabalhista sofreu uma derrota expressiva. O resultado provocou uma onda de insatisfação interna e aumentou a pressão para que Starmer deixasse o comando da legenda.

Caso Epstein

Outro fator importante para a crise foi a polêmica envolvendo Peter Mandelson, escolhido por Starmer para ser embaixador britânico em Washington. Mandelson era considerado uma peça-chave na relação com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ajudou a negociar um acordo comercial favorável ao Reino Unido.

No entanto, documentos divulgados em 2025 revelaram a proximidade de Mandelson com Jeffrey Epstein. Embora Starmer nunca tenha tido ligação com Epstein, a controvérsia gerou críticas sobre sua decisão de nomear o diplomata. Mandelson acabou demitido, mas novas revelações mantiveram o tema em evidência e aumentaram o desgaste político do governo.

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Com a popularidade em queda e o receio de muitos parlamentares de perderem seus mandatos nas próximas eleições, o apoio a Starmer dentro do partido começou a desaparecer.

Carreira de destaque

Antes de entrar na política, já depois dos 50 anos, Starmer construiu carreira de destaque na área jurídica e chegou a ocupar o principal cargo da promotoria da Inglaterra e do País de Gales. Como líder da oposição, ganhou notoriedade ao confrontar governos conservadores, especialmente o de Boris Johnson.

No governo, porém, teve mais dificuldades para lidar com questões internas do país. Analistas apontam que ele se sentia mais confortável em temas internacionais, como o apoio à Ucrânia e a gestão das consequências da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

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Agora, o Partido Trabalhista inicia a busca por um novo líder, enquanto Andy Burnham aparece como favorito para assumir o comando da legenda e do governo britânico.

(Fonte: Associated Press)

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