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Inverno aumenta risco de doenças em idosos; confira cuidados essenciais

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O inverno exige atenção especial à saúde respiratória, principalmente à dos idosos - Freepik
O inverno exige atenção especial à saúde respiratória, principalmente à dos idosos
Por Alexandre Barreto

22/06/2026 | 12h47

São Paulo - Com a chegada do inverno, as baixas temperaturas e o ar seco favorecem o aumento de doenças respiratórias, como gripe, resfriado, pneumonia e bronquiolite, além de agravarem quadros de asma, rinite e bronquite. Por isso, os idosos precisam redobrar os cuidados com a saúde.

Especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo alertam que pessoas com mais de 60 anos estão entre os grupos mais vulneráveis durante a estação. 

“Com o envelhecimento, a eficiência do sistema imunológico é reduzida, em um processo natural chamado imunossenescência. Os idosos têm maior dificuldade para combater infecções e responder de forma adequada aos agentes infecciosos, o que pode ser agravado no inverno”, explica a diretora do Serviço de Alergia e Imunologia do Iamspe, Fátima Rodrigues Fernandes.

Além disso, o frio e a baixa umidade do ar afetam as vias respiratórias. O ressecamento das mucosas diminui a capacidade de defesa do organismo, enquanto a circulação sanguínea reduzida nas extremidades pode dificultar a atuação das células de proteção.

Por que o inverno afeta mais os idosos?

Durante o inverno, é comum que as pessoas permaneçam por mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação. Esse cenário facilita a circulação de vírus e aumenta o risco de transmissão de infecções respiratórias.

Homem mais velho com camisa azul assoa o nariz
Ressecamento das mucosas diminui a capacidade de defesa do organismo - Freepik

Nos idosos, as consequências podem ser ainda mais graves. Infecções que inicialmente parecem simples podem evoluir para quadros que exigem internação, além de provocar desidratação, perda de força muscular, piora da mobilidade e aumento do risco de complicações cardiovasculares.

“O inverno exige atenção especial à saúde respiratória, principalmente à dos idosos. A prevenção, a vacinação e o reconhecimento precoce dos sintomas são fundamentais para reduzir complicações e garantir mais segurança e qualidade de vida nessa época do ano”, destaca Fernandes.

Cuidados essenciais para proteger a saúde

Algumas medidas ajudam a reduzir o risco de doenças durante os meses mais frios, entre as principais estão:

  • Manter os ambientes ventilados, mesmo em dias de baixa temperatura;
  • Evitar locais fechados e com aglomeração;
  • Higienizar as mãos com frequência;
  • Beber água regularmente para evitar a desidratação;
  • Não se expor à fumaça de cigarro;
  • Utilizar roupas adequadas para evitar mudanças bruscas de temperatura;
  • Fazer lavagem nasal com soro fisiológico em casos de ressecamento das vias aéreas;
  • Manter alimentação equilibrada e rotina de sono adequada.

A adoção dessas medidas ajuda a diminuir o risco de infecções respiratórias e reduz as chances de complicações graves, especialmente entre pessoas com doenças crônicas ou imunidade mais fragilizada.

Vacinação é uma das formas de prevenção

A vacinação continua sendo uma das medidas mais importantes para prevenir complicações respiratórias durante o inverno. A recomendação é que os idosos mantenham em dia as vacinas contra influenza, Covid-19 e pneumococo.

Mãos com luva aplicam vacina em senhora
Vacinação é uma das medidas mais importantes para prevenir complicações respiratórias durante o inverno - Adobe Stock

Em alguns casos, também pode haver indicação de imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por infecções que podem se tornar graves em grupos de risco.

Sintomas que exigem atendimento médico

Os especialistas também orientam atenção aos sinais que podem indicar agravamento do quadro clínico. Entre os principais sintomas de alerta estão:

  • Falta de ar;
  • Febre persistente;
  • Sonolência excessiva;
  • Confusão mental;
  • Piora significativa da tosse;
  • Dificuldade para se alimentar ou ingerir líquidos.

Ao identificar qualquer um desses sintomas, a orientação é procurar avaliação médica o mais rápido possível.

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