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Qual o maior terremoto do Brasil? Tremor na região Norte reacende a questão

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Tremor em Estados brasileiros reacende dúvida sobre o maior terremoto no Brasil - Adobe Stock
Tremor em Estados brasileiros reacende dúvida sobre o maior terremoto no Brasil
Por Alexandre Barreto

25/06/2026 | 10h40

São Paulo - O forte terremoto que atingiu a Venezuela na noite desta quarta-feira, 24, repercutiu intensamente na região Norte do Brasil. Com magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter, os abalos no País vizinho foram sentidos por moradores do Amazonas, Pará, Roraima e Amapá, que relataram os tremores ao Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).

O fenômeno, considerado um dos mais intensos em solo venezuelano em mais de um século, deixou um rastro de destruição com pelo menos 164 mortos, 970 feridos e a decretação de estado de emergência após provocar danos estruturais e evacuações em massa, inclusive na capital Caracas.

Qual foi o maior terremoto já registrado no Brasil?

O terremoto mais forte amplamente reconhecido em território brasileiro ocorreu em 31 de janeiro de 1955, na região da Serra do Tombador, atual município de Juara, em Mato Grosso.

Segundo a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), o abalo atingiu magnitude 6,3 e teve intensidade VII na Escala Mercalli Modificada, nível considerado forte e capaz de provocar danos em construções vulneráveis. O epicentro ficou em uma área praticamente desabitada. Por esse motivo, não houve registro de vítimas nem de grandes prejuízos materiais, apesar da força do tremor.

O terremoto ocorreu a cerca de 15 quilômetros de profundidade e foi percebido até mesmo em Cuiabá, distante centenas de quilômetros do epicentro. Na época, o Brasil ainda possuía poucos sistemas de monitoramento sísmico, e parte dos registros foi realizada por instituições internacionais.

De acordo com pesquisadores, a região apresenta uma falha geológica capaz de favorecer a ocorrência de tremores mais intensos em comparação com outras áreas do país.

Como é medida a força de um terremoto?

Segundo a Rede Sismográfica Brasileira, a força de um terremoto é medida pela magnitude, que representa a quantidade de energia liberada no interior da Terra durante o evento.

Esse cálculo é feito a partir dos registros de sismógrafos, equipamentos que detectam vibrações no solo. Mesmo terremotos ocorridos no Brasil podem ser captados por estações localizadas em outros países.

A escala utilizada é logarítmica. Isso significa que os números não aumentam de forma linear. Entenda:

  • Um terremoto de magnitude 6 é cerca de 10 vezes mais intenso que um de magnitude 5;
  • Um terremoto de magnitude 7 libera aproximadamente 100 vezes mais energia que um de magnitude 5;
  • Eventos acima de magnitude 6,5 possuem elevado potencial destrutivo, principalmente quando ocorrem próximos à superfície.

Além da magnitude, a profundidade influencia diretamente os impactos. Os tremores rasos costumam provocar mais efeitos na superfície do que terremotos mais profundos com magnitude semelhante.

O que é a Escala Mercalli?

A Escala Mercalli é utilizada para medir a intensidade dos efeitos de um terremoto sobre pessoas, edificações e estruturas.

A classificação vai de I a XII. Nos níveis mais baixos, os tremores são praticamente imperceptíveis. Já nos níveis mais elevados, podem causar danos severos, colapsos estruturais e destruição em áreas urbanas.

A principal diferença para a Escala Richter é que esta mede a magnitude. Enquanto a magnitude mede a energia liberada pelo terremoto, a Escala Mercalli avalia como esse evento foi sentido pela população e quais consequências ele provocou no local atingido.

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