Terremotos na Venezuela deixam ao menos 164 mortos; Brasil e EUA oferecem ajuda
Sistema Nacional de Medios Públicas de Venezuela
São Paulo – A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou que ao menos 164 pessoas morreram e cerca de 970 ficaram feridas após dois fortes terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingirem o país na noite de quarta-feira, 24. O governo decretou estado de emergência e alertou que o número de vítimas deve aumentar à medida que equipes de resgate avançam sobre áreas devastadas e realizam buscas em imóveis destruídos.
Os tremores, entre os mais fortes a atingir a Venezuela em mais de um século, ocorreram pouco depois das 18h (horário local) e provocaram danos em vários estados do país. Na capital, Caracas, moradores precisaram deixar prédios que balançavam, enquanto colunas de poeira puderam ser vistas em dois bairros da cidade.
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A presidente interina afirmou que os abalos causaram estragos em diversas regiões. “Pedimos à nossa população que mantenha a calma”, disse Delcy. “Pedimos unidade.”
O Estado de La Guaira, a cerca de 30 quilômetros ao norte de Caracas, foi o mais atingido e foi classificado pelo governo como uma “zona de desastre”. Segundo Delcy, o balanço oficial de mortos e feridos não inclui vítimas da região. “Dezenas de edifícios desabaram ali, a cerca de 30 quilômetros ao norte de Caracas, e estamos realizando operações intensivas de resgate para salvar vidas”, afirmou a líder venezuelana.
No Estado de Falcón, o governador Victor Clark informou que 32 pessoas foram hospitalizadas e que ao menos 15 permaneciam presas sob os escombros de imóveis atingidos.
Como medida de precaução, o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, o mais importante do país, foi fechado após a constatação de danos estruturais. As aulas também foram suspensas por tempo indeterminado. Delcy solicitou ainda que todos os profissionais de saúde se apresentassem aos hospitais para reforçar o atendimento aos feridos.
Brasil e EUA
A tragédia mobilizou manifestações de solidariedade de outros países da região e dos Estados Unidos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou “grande preocupação e consternação” com a situação.
“Instruí o Ministério das Relações Exteriores que avalie, juntamente com a Embaixada do Brasil em Caracas, a situação no país e as medidas de assistência que o Brasil possa adotar”, afirmou Lula em publicação nas redes sociais.
“Reafirmo nossa determinação em apoiar o governo da presidenta encarregada Delcy Rodríguez na recuperação de áreas afetadas desse país irmão, cujo povo tem dado provas de grande resiliência frente às adversidades”, acrescentou.
Os tremores na Venezuela foram sentidos levemente em Manaus e Belém.
Também nesta quinta-feira, o vice-secretário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, informou que mantém contato com autoridades venezuelanas para oferecer auxílio ao país.
“Os EUA estão ao lado do povo venezuelano após os devastadores terremotos desta noite”, escreveu Landau na rede social X. “Que Deus abençoe nossos amigos venezuelanos neste momento difícil.”
O subsecretário de Estado para Assistência Externa, Jeremy Lewin, informou que uma equipe de assistência a desastres foi mobilizada e que um grupo de trabalho foi criado para apoiar as ações de resposta à emergência. A Embaixada dos Estados Unidos em Caracas afirmou que monitora a situação e que não há vítimas entre os integrantes de sua representação.
(Por Isabella Pugliese Vellani, com informações da Associated Press)
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