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Irã: Trump ameaça atacar usinas elétricas se Estreito de Ormuz seguir fechado

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Trump deu prazo até terça-feira para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz - White House
Trump deu prazo até terça-feira para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz
Por Broadcast

05/04/2026 | 16h58 ● Atualizado | 19h20

São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu destruir todas as usinas elétricas do Irã caso o país não reabra o Estreito de Ormuz até a noite de terça-feira, 7.

"Se eles não cumprirem, se quiserem mantê-lo fechado, vão perder todas as usinas de energia e todas as outras usinas que eles têm no país inteiro", disse ele neste domingo, em entrevista ao jornal norte-americano The Wall Street Journal (WSJ).

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Mais cedo, ele já havia postado uma mensagem em sua rede Truth Social que terça-feira será o "Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã".

"Se eles não fizerem algo até a noite de terça-feira, não terão mais nenhuma usina de energia e não ficará nenhuma ponte de pé", repetiu.

Ele acrescentou que não está preocupado com o sofrimento do povo iraniano, caso a infraestrutura civil seja atingida.

Iranianos reagem

Autoridades iranianas reagiram. "Seus movimentos [de Trump] imprudentes estão arrastando os Estados Unidos para um INFERNO (sic) em vida para cada família, e toda a nossa região vai queimar porque você insiste em seguir as ordens de [Benjamin] Netanyahu [primeiro-ministro de Israel]”, disse presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf no X.

Ali Akbar Velayati, ex-ministro das Relações Exteriores e assessor do líder supremo do Irã, alertou que “a frente da resistência”, que reúne grupos aliados do Irã no Líbano, Iraque e Iêmen, poderia mirar o Estreito de Bab Al-Mandeb, no Mar Vermelho, por onde passa cerca de 12% do comércio mundial.

Seyyed Mohammad Mehdi Tabatabaei, porta-voz da presidência do Irã, disse que a reabertura do Estreito de Ormuz só pode ocorrer se parte das receitas do tráfego de navios por lá for destinada a compensar o Irã pelos danos de guerra.

Negociações e ataques do Irã

Posteriormente, Trump disse ao canal de TV Fox News, que o Irã "está negociando" e um acordo pode sai até esta-segunda, 6. Segunda era o prazo dado pelo presidente norte-americano para a abertura do Estreito. A data, que já havia sido adiada anteriormente, agora escorregou para terça.

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) alertou que novos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra a infraestrutura civil do Irã vão desencadear retaliações ainda mais violentas contra alvos inimigos, informou a mídia iraniana Press TV.

Segundo comunicado do Departamento de Relações Públicas da IRGC, a Marinha e a Força Aeroespacial da IRGC incendiaram alvos inimigos nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait neste domingo.

Os ataques retaliatórios, segundo o documento, foram uma resposta aos ataques à Ponte B1 em Karaj e às instalações petroquímicas de Mahshahr.

Refinarias e instalações de gás 

Segundo informações da Press TV, as forças realizaram ataques contra a refinaria que fornece combustível para caças israelenses em Haifa.

Instalações de gás operadas pela Exxon Mobil e Chevron nos Emirados Árabes Unidos também foram alvejadas, juntamente com uma instalação petroquímica de propriedade americana em Al Ruwais.

Um ataque com drones também foi realizado contra a instalação petroquímica Sitrah, de propriedade americana, no Bahrein. Outro ataque retaliatório foi feito na instalação petroquímica Shuaiba, de propriedade americana, no Kuwait.

Piloto resgatado

Em sua rede, a Truth Social, Trump afirmou que as Forças Armadas dos EUA realizaram uma das operações "mais ousadas da história americana" a fim de resgatar um de seus pilotos desaparecidos no Irã.

Segundo o republicano, o militar estava sendo "caçado por seus inimigos", mas agora está a salvo. O presidente afirmou ainda que as Forças Armadas dos EUA enviaram dezenas de aeronaves armadas para resgatá-lo e que o piloto sofreu ferimentos, mas "ficará bem".

Trump disse que essa operação se soma ao resgate bem-sucedido de outro piloto ontem, que não havia sido confirmada para não comprometer a segunda operação de resgate.

(Por Alexandre Rocha e Cecília Mayrink)

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