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Friocruz alerta sobre o avanço de doenças respiratórias em todo o País

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No ano de 2026, já foram notificados 63.634 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave - Freepik
No ano de 2026, já foram notificados 63.634 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave
Por Emanuele Almeida

21/05/2026 | 17h53

São Paulo - O Brasil está registrando um aumento expressivo nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Isso é o que aponta a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em um novo relatório do InfoGripe, sistema que monitora as doenças respiratórias no País, divulgado nesta quinta-feira, 21. 

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A atualização do relatório é referente à semana epidemiológica de 10 a 16 de maio que aponta que, no ano de 2026, já foram notificados 63.634 casos de SRAG, sendo que quase metade (46,4%) teve confirmação laboratorial para algum vírus respiratório.

O principal sinal de atenção está voltado para dois grupos e dois vírus específicos:

  • Crianças pequenas (até 4 anos): estão sendo as mais atingidas, principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR);
  • Idosos e adultos: estão enfrentando um aumento de casos causado principalmente pela Influenza A (gripe).

Situação pelo Brasil

O relatório do InfoGripe identifica que 18 estados apresentam uma tendência de crescimento de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) que, por si só, representa 44,5% dos casos positivos nas últimas quatro semanas no longo prazo analisado. As regiões são:

  • Norte: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima e Tocantins;
  • Nordeste: Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe;
  • Sudeste: Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo;
  • Sul: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina;
  • Centro-Oeste: Mato Grosso do Sul.

Um destaque do levantamento é o Pará, local em que as internações por VSR atingiram uma incidência extremamente alta, principalmente em crianças de até 4 anos de idade.

Porém, a situação muda dependendo da região e do vírus envolvido:

Influenza A (gripe)

Representa 24,5% das internações recentes é o vírus mais letal, sendo responsável por mais da metade (51,8%) das mortes confirmadas por vírus respiratórios no País. A doença continua impulsionando internações em outras faixas etárias, com casos de hospitalização em ascensão no Paraná, Rio Grande do Sul e Tocantins.

Mesmo em estados onde o crescimento foi interrompido ou houve queda, como Alagoas, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, São Paulo e Sergipe, os níveis de internação por influenza A permanecem elevados. Este vírus é o principal responsável por atingir adultos e idosos acima de 65 anos, consolidando-se como a maior causa de mortes por vírus respiratórios nesse grupo.

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Rinovírus

Este vírus mantém uma presença constante e forte em todo o território, correspondendo a 35% de todos os casos positivos registrados em 2026 até agora.

Covid-19

A doença apresenta circulação baixa na maior parte do País, com apenas 2,6% das internações recentes, mas volta a crescer no Ceará e no Maranhão. Apesar dos poucos casos, ainda é perigosa para os mais vulneráveis, respondendo por 11,8% dos óbitos recentes.

Como se proteger?

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e responsável pelo Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, reforça que a circulação simultânea de diferentes vírus exige atenção redobrada com a imunização. Ela ressalta que o cenário exige ações preventivas específicas para cada grupo.

“Diante da alta atividade dos vírus influenza A e VSR, é essencial que a população elegível esteja vacinada contra esses vírus", alerta. 

A pesquisadora também destaca que, mesmo com a baixa circulação da covid-19, também é importante que a população de risco esteja em dia com as doses de reforço da vacina contra o vírus, já que ele ainda é uma causa importante de óbitos por SRAG entre os idosos. 

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