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Sobe para 36 número de mortes provocadas por chuvas em Juiz de Fora e Ubá

Pedro Kirilos/Estadão Conteúdo

Segundo autoridades mineiras, 38 pessoas seguem desaparecidas - Pedro Kirilos/Estadão Conteúdo
Segundo autoridades mineiras, 38 pessoas seguem desaparecidas
Por Broadcast e Estadão Conteúdo

25/02/2026 | 09h58

São Paulo, 25/02/2026 - As fortes chuvas que atingiram as cidades de Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata de Minas Gerais, entre a noite de segunda-feira, 23, e a madrugada de terça-feira, 24, deixaram ao menos 36 mortos, de acordo com a última atualização do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, divulgada na manhã desta quarta-feira, 25.

Juiz de Fora registrou o maior número de óbitos, com 30 vítimas fatais. Em Ubá, o Corpo de Bombeiros informou, na terça-feira, que sete pessoas haviam morrido. No entanto, a corporação esclareceu que uma das mortes não teve relação direta com as chuvas e, por isso, o número de vítimas fatais no município foi ajustado para seis.

Leia também: Governo disponibilizará R$ 800 por pessoa desabrigada em Minas Gerais

Até a manhã desta quarta-feira, havia 36 desaparecidos em Juiz de Fora e dois em Ubá. Ao todo, 208 pessoas foram resgatadas na região.

A cidade de Matias Barbosa, vizinha de Juiz de Fora, também ficou coberta pela água após o temporal, mas não registrou mortos nem desaparecidos até o momento.

Mais de 100 profissionais do Corpo de Bombeiros atuam em ocorrências relacionadas às chuvas na Zona da Mata.

As aulas foram suspensas em todas as instituições da rede municipal de ensino de Juiz de Fora pelo menos até quinta-feira, 26. A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) também suspendeu todas as atividades presenciais até sexta-feira, 27.

A cidade enfrenta o fevereiro mais chuvoso de sua história, com 589 milímetros acumulados até o momento - mais de três vezes o volume esperado para o mês, de 170 milímetros.

Conforme mostrou o Estadão, Juiz de Fora tem a nona maior população do Brasil vivendo em áreas de risco. Dos 540 mil habitantes do município, cerca de 130 mil pessoas estão suscetíveis a deslizamentos, inundações e enxurradas, segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão ligado ao Ministério da Ciência.

Calamidade pública

Na terça-feira, 24, o governo federal formalizou no Diário Oficial da União (DOU), em edição extraordinária, o reconhecimento do estado de calamidade pública nos municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa.

O reconhecimento do estado de calamidade facilita a liberação de recursos e desburocratiza procedimentos, permitindo mais agilidade no atendimento à população.

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, anunciou que o governo federal vai conceder R$ 800 para cada pessoa desabrigada em decorrência das chuvas.

A verba será liberada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e entregue às prefeituras de oito municípios atingidos que, então, repassarão os valores aos moradores.

Alckmin também anunciou que os moradores afetados pelas enchentes terão a antecipação do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

(Por Geovanna Hora, do Estadão, e Luci Ribeiro, da Broadcast)

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