Terremoto de magnitude 7,4 atinge México e partes da América Central
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São Paulo - Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a costa do Estado de Chiapas, no sul do México, na manhã desta sexta-feira (17), provocando tremores sentidos em diversas regiões do país e em partes da América Central. Até o momento não há registro de vítimas.
O abalo foi registrado às 8h48 (11h48 no horário de Brasília), segundo o Serviço Sismológico Nacional (SSN), vinculado ao Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM). O epicentro foi localizado a 135 quilômetros a sudoeste de Ciudad Hidalgo, na costa do Pacífico.
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De acordo com a análise do SSN, o terremoto foi provocado por um mecanismo de falha inversa, no qual um bloco de rocha se desloca para cima em relação ao outro. Esse tipo de movimento é compatível com a convergência entre as placas tectônicas de Cocos e Norte-Americana, responsáveis por grande parte da atividade sísmica na região.
Até as 10h (13h pelo horário de Brasília), haviam sido registradas 39 réplicas, sendo a mais intensa de magnitude 6,5. Especialistas explicam que as réplicas são comuns após terremotos de grande magnitude, pois as rochas próximas à área de ruptura continuam se ajustando. Esses tremores secundários podem ocorrer por dias ou até semanas após o evento principal.
Placas tectônicas
O México está entre os países de maior atividade sísmica do mundo devido à interação de cinco placas tectônicas: Norte-Americana, Cocos, Pacífico, Rivera e Caribe. O Serviço Sismológico Nacional registra, em média, 60 terremotos por dia com magnitude superior a 2,0.
O Estado de Chiapas é uma das áreas de maior risco sísmico do país, por estar situado na região de contato entre as placas de Cocos, Norte-Americana e, ao sul, também da placa do Caribe. Essa intensa atividade faz com que terremotos de grande magnitude sejam relativamente frequentes na costa do Pacífico mexicano.
Historicamente, a região já foi palco de fortes abalos. No início do século XX, três terremotos superiores à magnitude 7 atingiram as costas de Chiapas e da Guatemala. Desde então, outros grandes eventos ocorreram, incluindo os sismos de 1970 (7,3), 1993 (7,2), 2012 (7,3) e o devastador terremoto de 2017, de magnitude 8,2, que provocou graves danos no sudeste do México.
As autoridades reforçam que, apesar dos avanços no monitoramento sísmico, não existe tecnologia capaz de prever com precisão quando ou onde ocorrerá um terremoto, nem sua intensidade ou impactos.
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