Trump ameaça "causar o inferno" sobre o Irã se não houver cessar-fogo
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São Paulo - O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a intensificar ameaças contra o Irã, em comentários a repórteres durante evento de Páscoa na Casa Branca realizado nesta segunda-feira, 6. O republicano reiterou que não estenderá o prazo adicional de dez dias oferecido ao país persa para dar andamento em negociações de paz no Oriente Médio, que terminaria amanhã.
"Eles me pediram algum tempo e eu concedi dez dias. Não vamos mudar o prazo final novamente", disse. "Todo o inferno será liberado [contra o Irã] sem um acordo de cessar-fogo até esta data".
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Trump argumentou que o governo americano já deu "muitas chances" para que o regime alcançasse um acordo para encerrar agora, mas que "eles ainda não usaram nenhuma".
Segundo ele, o enviado especial Steve Witkoff continua realizando negociações e o vice-presidente, JD Vance, pode se envolver em uma reunião pessoalmente, se necessário. Por ora, os negociadores americanos conversam com intermediários do Paquistão, esclareceu o presidente.
Ao ser questionado, Trump disse que "não está preocupado" com consequências de ataques a infraestrutura civil do Irã ou com a possibilidade de que os atos sejam classificados como crimes de guerra. "Crime de guerra seria se nós permitíssemos que eles desenvolvessem uma arma nuclear", pontuou.
O presidente americano afirmou ainda que o sucesso da operação na Venezuela deveria ser capaz de enviar uma mensagem ao Irã e ao mundo todo, destacando a "parceria estabelecida com o novo governo" e o acesso a "milhões de barris de petróleo".
Podemos fazer o mesmo [no Irã]. Gostaria de pegar o petróleo. Por mim, faríamos isso, mas a situação é complicada."
Trump reiterou que o exército americano destruiu recursos militares e a liderança de alto escalão do Irã, acrescentando que o regime atual mudou para um governo "mais moderado". "Eles querem cessar-fogo porque estão sendo destruídos por nós", disse. Conforme o republicano, nenhuma proposta de cessar-fogo foi assinada pelos EUA até o momento.
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Segundo a Irna, agência oficial de notícias do Irã, o país rejeitou a proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos e defendeu o fim permanente da guerra.
Após duas semanas de análises nos mais altos níveis, Teerã enviou ao Paquistão uma resposta em dez pontos, na qual condiciona qualquer solução para a crise ao atendimento de suas demandas.
O documento inclui pedidos para o fim dos confrontos na região, a criação de um protocolo de trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz e pontos sobre reconstrução do país persa e suspensão de sanções internacionais.
(Por Laís Adriana)
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