Relembre todas as bolas oficiais usadas nas Copas do Mundo de 1930 a 2026
Divulgação / Adidas
São Paulo - As bolas oficiais da Copa do Mundo também ajudam a contar a história do futebol. Desde a primeira edição do torneio, em 1930, o campeonato acompanhou a evolução dos materiais, do design e da tecnologia das bolas usadas nos gramados do Mundial: da artesanal Modelo T, feita com couro costurado à mão, até a futurista TRIONDA, anunciada para 2026.
Ao longo das décadas, algumas bolas se tornaram símbolos históricos do futebol, como a clássica Telstar de 1970, a Tango de 1978, a Brazuca de 2014 e a Al Rihla de 2022. Desde 1970, a fornecedora oficial das bolas da Copa do Mundo é a Adidas.
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Quais bolas foram usadas nas Copas do Mundo
Uruguai - 1930: Modelo T
A primeira bola da história da Copa do Mundo tinha 11 tiras de couro costuradas à mão em formato de “T”. Curiosamente, a final entre Uruguai e Argentina teve duas bolas diferentes: a Tiento foi usada no primeiro tempo, enquanto a Modelo T apareceu na etapa final, quando os uruguaios viraram a partida e conquistaram o título.
Itália - 1934: Federale 102
Fabricada na Itália, a Federale 102 possuía 13 painéis de couro e inovou ao substituir parte das costuras de couro por linha de algodão, tornando a bola mais confortável para os jogadores.
França - 1938: Allen
Com design semelhante ao modelo anterior, a Allen também tinha 13 painéis e ficou marcada por não exibir marcas comerciais durante os jogos, embora uma versão promocional tenha aparecido antes da final.
Brasil 1950: Superball Duplo T
A Copa realizada no Brasil marcou a estreia da primeira bola sem cadarços aparentes. Inflada por válvula interna, a Superball Duplo T oferecia superfície mais uniforme e maior estabilidade.
Suíça 1954: Swiss World Champion
Produzida em couro curtido e com coloração mais clara, a bola facilitava a visualização em campo. Porém, absorvia água em jogos chuvosos, ficando mais pesada ao longo das partidas.
Suécia - 1958: Top Star
Escolhida após um concurso promovido pela FIFA, a Top Star tinha 24 tiras de couro e revestimento de cera para reduzir absorção de umidade. A versão branca foi utilizada na final vencida pelo Brasil de Pelé.
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Chile - 1962: Mr Crack
A Mr Crack trouxe válvula de látex, que ajudava a manter a pressão da bola por mais tempo. O modelo, porém, enfrentou críticas por absorver água em excesso.
Inglaterra - 1966: Challenge 4-Star
Fabricada pela Slazenger, a bola tinha 25 painéis e ficou eternizada pela versão laranja usada na final entre Inglaterra e Alemanha Ocidental.
México - 1970: Telstar
A Telstar revolucionou o visual das bolas ao apresentar os tradicionais pentágonos pretos e hexágonos brancos. Inspirada nos satélites de transmissão televisiva, virou símbolo global do futebol.
Alemanha Ocidental - 1974: Telstar Durlast
O modelo manteve o visual clássico da Telstar, mas ganhou revestimento impermeável Durlast, resistente à água e à lama.
Argentina - 1978: Tango Durlast
A Tango introduziu as famosas tríades curvas no design da bola, padrão que seria mantido nas cinco Copas seguintes.
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Espanha - 1982: Tango España
A bola manteve a identidade visual da Tango, mas substituiu o revestimento Durlast por poliuretano, aumentando a proteção das costuras.
México - 1986: Azteca
Inspirada na cultura asteca, foi a primeira bola da Copa inteiramente produzida em material sintético, reduzindo drasticamente a absorção de água.
Itália - 1990: Etrusco Unico
A Etrusco Unico manteve o estilo da Tango, mas trouxe desenhos inspirados na cultura etrusca, com cabeças de leões ornamentando as tríades.
Estados Unidos - 1994: Questra
Inspirada na exploração espacial, a Questra tinha desenhos de foguetes, estrelas e planetas nos painéis.
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França - 1998: Tricolore
A Tricolore foi a primeira bola multicolorida da história da Copa. Em azul, branco e vermelho, homenageava a bandeira francesa.
Coreia do Sul/Japão - 2002: Fevernova
A Fevernova rompeu com o tradicional desenho da Tango e apostou em elementos gráficos inspirados em energia e movimento.
Alemanha - 2006: Teamgeist
Com apenas 14 painéis unidos termicamente, a Teamgeist ficou muito próxima de uma esfera perfeita e marcou uma nova geração tecnológica das bolas.
África do Sul - 2010: Jabulani
A Jabulani apresentou oito painéis 3D moldados termicamente e textura especial para melhorar aderência e controle da bola.
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Brasil - 2014: Brazuca
Testada por centenas de jogadores e cientistas, a Brazuca tinha seis painéis simétricos e design inspirado nas fitas do Senhor do Bonfim.
Rússia - 2018: Telstar 18
Homenageando a clássica Telstar de 1970, o modelo incorporou chip NFC, permitindo interação com smartphones.
Catar - 2022: Al Rihla
A Al Rihla foi descrita pela Adidas como a bola mais rápida da história das Copas. O modelo também estreou a tecnologia “Connected Ball”, usada para auxiliar decisões da arbitragem.
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Relembre as bolas usadas na Copa do Mundo:
- Uruguai - 1930: Modelo T
- Itália - 1934: Federale 102
- França - 1938: Allen
- Brasil - 1950: Superball Duplo T
- Suíça - 1954: Swiss World Champion
- Suécia - 1958: Top Star
- Chile - 1962: Mr Crack
- Inglaterra - 1966: Challenge 4-Star
- México - 1970: Telstar
- Alemanha Ocidental - 1974: Telstar Durlast
- Argentina - 1978: Tango Durlast
- Espanha - 1982: Tango España
- México - 1986: Azteca
- Itália - 1990: Etrusco Unico
- EUA - 1994: Questra
- França - 1998: Tricolore
- Coreia/Japão - 2002: Fevernova
- Alemanha - 2006: Teamgeist
- África do Sul - 2010: Jabulani
- Brasil - 2014: Brazuca
- Rússia - 2018: Telstar 18
- Qatar - 2022: Al Rihla
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