Eleições 2026: TSE lança mascote e busca tornar a urna 'cool' de olho nos jovens
Reprodução/TSE
Brasília - Mirando jovens com voto facultativo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou hoje um evento de comemoração dos 30 anos da urna eletrônica com o lançamento de um mascote (chamado de Pilili), painéis para selfies e exposições lúdicas.
Em um auditório com 120 alunos de quatro escolas do Distrito Federal - três públicas e uma privada -, a presidente do TSE, Cármen Lúcia, reforçou o sigilo do voto e a segurança das urnas e fez um apelo para que os estudantes votem no pleito de outubro.
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Na abertura do evento, Cármen disse que o mascote Pilili vai "andar pelo Brasil" em uma campanha para reforçar a confiança nas eleições. "A urna é sua, é do Brasil e são vocês que têm que defendê-la, porque é a defesa da democracia feita por todos nós", disse.
"O que nós queremos é que cada vez mais, quem chegar a ter 16 anos até 4 de outubro possa votar e ser um verdadeiro cidadão, que diz quem ocupará os cargos de direção do País", afirmou.
No evento, foi distribuído um guia para simulação do voto com personagens no lugar de candidatos. A disputa presidencial no 2ª turno é exemplificada por uma chapa composta por Futebol e Polo Aquático contra Forró e Pagode.
Em seguida, o coordenador de Tecnologia Eleitoral, Rafael Azevedo, apresentou o funcionamento da urna, citou curiosidades sobre o equipamento e tirou dúvidas de alunos e professores.
Sem medo de auditoria
Ele abriu um modelo de urna (fechada com três parafusos), mostrou seus componentes e explicou os diferentes procedimentos que atestam sua segurança. "A gente quer ser auditado e que as pessoas vejam com próprios olhos que a urna é auditável", afirmou Azevedo. "Podem vir auditar, a gente não tem medo não."
Segundo Azevedo, que trabalha há mais de 30 anos no TSE, o sistema da urna é "extremamente seguro e, se houver qualquer vulnerabilidade, a gente permite que a sociedade sugira alterações".
Ele ainda reforçou que o código-fonte dos sistemas eleitorais fica disponível durante um ano para fiscalização por entidades da sociedade civil, universidades e partidos, entre outros. Os sistemas continuam abertos para inspeção na sede do Tribunal até setembro.
(Por Lavínia Kaucz)
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