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Vendas do varejo batem recorde e crescem 0,6% em fevereiro, diz IBGE

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Desempenho ficou abaixo das estimativas do mercado, que apontava alta de 0,9% - Adobe Stock
Desempenho ficou abaixo das estimativas do mercado, que apontava alta de 0,9%
Por Broadcast

15/04/2026 | 10h29

Rio e São Paulo – O volume de vendas do varejo brasileiro avançou 0,6% em fevereiro ante janeiro e passou a operar em novo patamar recorde na série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio, iniciada em 2000, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No entanto, o desempenho ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado, que apontava alta de 0,9%, segundo o Projeções Broadcast.

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No varejo ampliado – que inclui veículos, material de construção e atacado alimentício –, houve crescimento de 1,0% no período, também levando o indicador a um novo pico histórico. Ainda assim, o resultado veio aquém da expectativa mediana de 1,8%.

Quatro das oito atividades pesquisadas registraram avanço nas vendas em fevereiro. Os destaques positivos foram combustíveis e lubrificantes (1,7%) e hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%), este último também atingindo nível recorde. Livros, jornais, revistas e papelaria cresceram 2,4%, e artigos farmacêuticos avançaram 0,3%.

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Por outro lado, houve recuo em tecidos, vestuário e calçados (-0,3%), móveis e eletrodomésticos (-0,1%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%).

No varejo ampliado, o segmento de veículos, motos, partes e peças teve alta de 1,6%, enquanto material de construção avançou 0,5%. O IBGE ressaltou que, com a reformulação da pesquisa, o indicador passou a incluir o atacado alimentício, embora ainda não haja divulgação individual dessa atividade com ajuste sazonal por falta de série histórica suficiente.

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Nível pré-pandemia

Na comparação com fevereiro de 2025, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo cresceram 0,2%, também abaixo da mediana das projeções (1,2%). Já o varejo ampliado registrou queda de 2,2% na mesma base, ante expectativa de recuo de 0,9%.

Apesar do desempenho abaixo do esperado, o setor segue acima do nível pré-pandemia. Em fevereiro, o volume de vendas do varejo estava 11,7% acima de fevereiro de 2020. No varejo ampliado, o patamar é 7,9% superior ao do período pré-crise sanitária.

Entre os segmentos, artigos farmacêuticos operam 44,9% acima do pré-pandemia; supermercados, 14,7%; veículos, 14,4%; combustíveis, 10,5%; material de construção, 7,0%; e móveis e eletrodomésticos, 1,3%.

Em contrapartida, tecidos, vestuário e calçados ainda estão 17,7% abaixo do nível de fevereiro de 2020; livros e papelaria, 45,4% abaixo; equipamentos de informática e comunicação, 4,9% abaixo; e outros artigos de uso pessoal e doméstico, 3,7% abaixo.

Palavras-chave IBGE comércio consumo Varejo

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