Will Bank, do Banco Master, tem liquidação extrajudicial decretada pelo BC
Rovena Rosa/Agência Brasil
21/01/2026 | 08h37 ● Atualizado | 08h38
Brasília, 21/01/2026 - O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank, que estava em Regime de Administração Especial Temporária (Raet) desde novembro, quando foi decretada a liquidação do Banco Master.
O ato desta quarta-feira, assinado pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, cita que a liquidação ocorre "por extensão", porque o controle da instituição era exercido pelo Banco Master.
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O regulador nomeou como liquidante Eduardo Félix Bianchini, que exerce a mesma função no Master. Ex-servidor do BC, ele já trabalhou em outros oito casos do tipo antes de assumir o controle das instituições de Daniel Vorcaro.
O BC ainda determinou a indisponibilidade de bens de controladores e ex-controladores da Will Financeira: Will Holding Financeira, Master Holding Financeira, 133 Investimentos e Participações, Armando Miguel Gallo Neto, Daniel Vorcaro, Felipe Wallace Simonsen, Felipe Félix Soares e Ricardo Saad Neto.
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Processo inevitável
O BC afirmou que a liquidação extrajudicial do Will Bank se tornou "inevitável" depois que a instituição descumpriu a grade de pagamentos com a Mastercard e teve a sua participação bloqueada no arranjo, na última segunda-feira, 19.
Tornou-se inevitável a liquidação extrajudicial da Will Financeira, em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A., já sob liquidação extrajudicial", diz a nota.
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O Will Bank havia sido preservado da liquidação extrajudicial em novembro, quando o BC liquidou o Banco Master e diversas empresas do grupo. O BC entendeu na época que seria adequado impor o Regime de Administração Especial Temporária (Raet) ao Banco Master Múltiplo, seu controlador, devido à possibilidade de uma solução que preservasse o funcionamento.
"Tal solução, contudo, não se mostrou viável", diz a nota do BC. "O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis."
(Por Cícero Cotrim)
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