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Cidadania e Direitos / Política

Atlas/Bloomberg: Lula lidera 1º turno, mas vantagem sobre Flávio cai

Flickr/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Levantamento também mostra aumento da desaprovação ao presidente - Flickr/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Levantamento também mostra aumento da desaprovação ao presidente
Por Broadcast

31/08/2026 | 08h00

Brasília - A vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) num provável segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) caiu 1,8 ponto porcentual, segundo a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta segunda-feira, 31.

O levantamento também mostra aumento da desaprovação ao presidente, alta da rejeição de Lula e a percepção de parte majoritária dos entrevistados de que as investigações envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", afetam diretamente o governo.

Lula, que no levantamento do fim de julho tinha 49,2% das intenções de voto em um segundo turno contra Flávio, agora registra 47,1%. Flávio Bolsonaro, por sua vez, ficou quase estável: de 42,9% passou a 42,6%. Com isso, a diferença entre ambos recuou de 6,3 pontos para 4,5, uma oscilação acima da margem de erro de um ponto porcentual para cima ou para baixo.

Na disputa do primeiro turno, o levantamento indica também uma oscilação negativa dos candidatos do PT e do PL e o crescimento de Augusto Cury (Avante) para a terceira posição. Lula tem 43,4% das intenções de voto, seguido de Flávio, com 33,7%.

Depois, vêm Cury (7,8%); Renan Santos, do Missão (7,6%); Ronaldo Caiado, do PSD (3,3%); Pablo Marçal, do PRTB (1,9%); Romeu Zema, do Novo (1%); Samara, da UP (0,9%); Rui Costa Pimenta, do PCO (0,1%); e Wilson Grassi, do Democrata (0,1%). Branco/nulo somam 0,1%, e 0,2% disseram não saber.

Em relação à pesquisa anterior, referente a julho, Lula caiu 1,6 ponto porcentual, e Flávio perdeu 2,3 pontos porcentuais. Cury, com 7,8%, cresceu 6,2 pontos porcentuais no primeiro turno em relação ao último levantamento, quando aparecia com 1,6%. Até então, ele figurava sempre atrás de Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Nos últimos dias, o candidato teve um “boom” de seguidores em suas redes sociais.

Nos demais cenários de segundo turno, Lula aparece com 46,6% contra 41% de Caiado; 47% contra 40,7% de Zema; e 47,5% contra 26% de Renan Santos.

Avaliação pessoal

A pesquisa também aponta piora na avaliação pessoal do presidente. Lula é desaprovado por 52,9% e aprovado por 45,4%, enquanto 1,7% disseram não saber. Em um mês, a desaprovação subiu 1,7 ponto porcentual, enquanto a aprovação caiu 2,2 pontos porcentuais, de acordo com a série histórica do levantamento.

Na avaliação do governo, 51,1% consideram a gestão Lula ruim/péssima, 37% a classificam como ótima/boa e 11,9% a avaliam como regular.

Nos recortes demográficos, os grupos que mais desaprovam Lula são os mais jovens, de 16 a 24 anos, com 76,9%, e os evangélicos, com 76,1%. Já os que mais aprovam o presidente são os idosos, de 60 a 100 anos, com 63,2%, os católicos, com 55,4%, e os moradores do Nordeste, com 54,7%.

O levantamento mostra ainda que Flávio Bolsonaro e Lula seguem na liderança da rejeição do eleitorado. Flávio é rejeitado por 52,7% dos eleitores e Lula, por 52%. Em um mês, em relação à pesquisa anterior, a rejeição de Flávio oscilou 0,2 ponto para baixo, enquanto a de Lula cresceu 2,6 pontos.

A rejeição a Renan Santos é de 43,1%. Romeu Zema tem 33,9%, Ronaldo Caiado, 28,5%, e Augusto Cury, 18,5%.

Na comparação entre os dois principais nomes do levantamento, 46,4% disseram temer mais a reeleição de Lula do que a eleição de Flávio Bolsonaro, mencionada por 45,5%. Outros 7,9% afirmaram que ambos os resultados preocupam igualmente, e 0,2% disseram não saber.

Caso Lulinha

Outro tema abordado pela pesquisa foi o chamado "caso Lulinha". Segundo o levantamento, 55,1% dos brasileiros acham que as investigações envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva afetam diretamente o governo do presidente Lula.

Outros 37,9% dizem acreditar que é um problema exclusivo do filho do presidente, e 7,1% não souberam responder. Filho do presidente Lula, Lulinha é investigado pela Polícia Federal em três inquéritos que giram em torno de suposto tráfico de influência em contratos no governo.

Os que acreditam que Lulinha ajudou empresários a conseguir contratos com o governo por meio de lobby somam 52,6%. Outros 26,3% acham que ele não cometeu essas irregularidades, e 21,1% não souberam responder.

Para 43,4% dos eleitores, as investigações pioram muito a imagem do governo Lula. Para outros 37,4%, o Planalto não é afetado. Outros 17,3% acham que pioram pouco e, para 1,9%, melhoram.

Os que acreditam que o escândalo pode piorar muito a candidatura de Lula à reeleição são 34,8%, enquanto 36% avaliam que a campanha do petista não será afetada. Outros 24,6% avaliam que será um pouco afetada, e 4,6% não souberam responder.

Os que disseram ter "acompanhado de perto" o caso Lulinha somam 67,2% dos eleitores. Outros 29,5% disseram que conhecem o tema, mas com "poucos detalhes". Apenas 3,4% dizem que não tiveram contato.

Os dados foram coletados entre os dias 25 e 30 de agosto de 2026, após o debate presidencial promovido por Band e Estadão, com parceria de TV Cultura, Gazeta e Jovem Pan, no dia 23, as sabatinas promovidas pela TV Globo, entre os dias 25 e 30, e o início do horário gratuito eleitoral, no dia 28.

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.014 eleitores brasileiros. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07972/2026.

(Por André Carlos Zorzi, do Estadão, e Gabriel de Sousa)

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