Programa de governo de Lula propõe ampliar atendimento e proteção ao idoso
Foto: Ricardo Stuckert
São Paulo - O programa de governo de Luiz Inácio Lula da Silva para um eventual novo mandato coloca o envelhecimento da população no centro das políticas de combate às desigualdades. O documento parte de uma premissa: envelhecer deve ser entendido como conquista e não como problema.
A proposta lembra que o número de brasileiros com mais de 60 anos cresce rapidamente e defende que o Estado se prepare para essa mudança demográfica. A prioridade, segundo o plano, é assegurar que a população idosa possa envelhecer com dignidade, autonomia e acesso ao cuidado.
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Para isso, o documento é baseado em duas frentes de atuação. A primeira é voltada à promoção da autonomia de idosos com baixo grau de dependência mediante serviços relacionados a saúde, lazer, convivência, esporte e assistência social.
A segunda tem como foco a população idos que apresenta maior dependência, com dificuldade de locomoção ou que viva em regiçoes remotas. Nesses casos, a ideia é ampliar o atendimento domiciliar, levando os serviços até essas pessoas.
O atendimento fora de casa
Entre as medidas propostas está a ampliação do apoio aos municípios para expandir e qualificar os Centros-Dia (unidades especilaizadas de atendimento diurno que acolhe idosos) e outros espaços destinados ao envelhecimento saudável e ativo. O programa cita academias públicas, praças e espaços de leitura entre os equipamentos a serem estimulados.
A proposta também prevê aumentar as vagas públicas em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs). Ao mesmo tempo, o governo pretende aperfeiçoar a fiscalização desses estabelecimentos para verificar as condições de funcionamento e identificar possíveis violações de direitos humanos .
Outro destaque é o Programa de Atenção Domiciliar ao Idoso (PADI Brasil), que oferece atendimento multiprofissional em casa a pessoas com limitações funcionais, condições crônicas e fragilidades clínicas. De acordo com o documento, o programa esta implantado em 2.655 municípios.
A proposta para um novo mandato é ampliar a escala do PADI Brasil, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), para que o atendimento domiciliar esteja disponível para idosos em todo o território nacional.
Trabalho para quem tem mais de 60 anos
O plano também aborda a permanência e a reinserção de pessoas idosas no mercado de trabalho. A proposta é ampliar parcerias com a iniciativa privada para qualificar e contratar pessoas com mais de 60 anos.
Além da contratação, o documento prevê medidas para valorizar os conhecimentos e as experiências acumuladas por essa parcela da população. A ideia é reconhecer o conhecimento das pessoas idosas como um ativo no ambiente profissional, em vez de tratar a idade como um obstáculo à atividade econômica.
Inclusão digital e proteção contra golpes
A inclusão digital aparece como outra frente destinada à população idosa. O programa prevê o fortalecimento de iniciativas de letramento digital para ampliar o acesso aos serviços públicos oferecidos por meios digitais.
A medida também tem como objetivo de proteção reduzir a vulnerabilidade dos idosos a fraudes e crimes cibernéticos. A proposta combina o estímulo ao uso das ferramentas digitais com a preocupação em preparar essa população para lidar com os riscos do ambiente virtual.
No conjunto, as propostas apresentadas nas páginas dedicadas à população idosa articulam autonomia, cuidado e inclusão. O programa prevê desde espaços públicos para convivência e envelhecimento ativo até atendimento domiciliar para pessoas com maior dependência, além de iniciativas voltadas ao trabalho e à inclusão digital.
O eixo central é preparar o Estado para uma população que envelhece rapidamente, ampliando as condições para que a velhice seja vivida com autonomia, proteção e acesso a serviços públicos.
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