Após votar, Lula chama eleitores 70+ para as urnas
Os candidatos à presidência Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) votaram logo cedo neste domingo, e na saída falaram com a imprensa
Por Broadcast
04/10/2026 | 10h45Matheus P Machado/Estadão Conteúdo
Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância da participação popular nas eleições, enfatizando a mobilização democrática e a necessidade de comparecimento às urnas, especialmente por eleitores acima de 70 anos.
Lula criticou a facilitação da venda de armas e a influência de milicianos, argumentando que o progresso do Brasil depende da educação e da seriedade na política, contrastando seu projeto com o que considera uma 'orgia' de escândalos envolvendo o Banco Master.
O presidente, acompanhado de sua comitiva, declarou que a eleição é um momento decisivo para o país, onde os eleitores escolherão entre fortalecer a democracia ou retroceder, além de optar entre desenvolvimento econômico e estagnação.
Brasília, São Paulo - Os dois candidatos à Presidência com maior intenção de votos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), já votaram na manhã deste domingo. Ambos falaram com a imprensa depois de confirmar o voto.
O presidente da República e candidato à reeleição, Lula (PT) ressaltou a importância da participação popular no pleito. “O fato concreto é as pessoas se mobilizarem democraticamente”, disse, ao defender o comparecimento às urnas inclusive de eleitores com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo.
Também Lula afirmou após votar em um colégio de São Bernardo do Campo, às 9h, que o Brasil não vai avançar no que a população necessita com a facilitação de venda de armas, sob o domínio de milicianos nem com a “orgia” da quadrilha envolvida com os escândalos do Banco Master.
“O Brasil não irá para frente facilitando a venda de armas, o País irá para frente facilitando a distribuição de livros didáticos nas escolas. Não iremos para frente com o miliciano, não iremos para frente com essa orgia que se faz em torno da quadrilha do Banco Master. O Brasil vai para frente com seriedade, com comportamento de caráter, de dignidade dos seus governantes”, afirmou
O petista afirmou ainda que este domingo é um “dia glorioso para o Brasil” e disse que a eleição representa a escolha de um projeto para o País. Segundo ele, os eleitores decidirão entre “o fortalecimento do regime democrático ou a barbárie”, bem como entre “o desenvolvimento e o atraso” e entre “o crescimento econômico e o retrocesso”.
'Promiscuidade política'
O candidato à reeleição afirmou que há uma “promiscuidade política” ao defender uma reforma “profunda” do sistema político e do Judiciário, em específico do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Não é possível continuarmos com a promiscuidade política que este País está, não é possível. E não é possível não mudarmos o critério da escolha do Poder Judiciário. Eu sinceramente acho que nós vamos ter que pensar, eu não sou dono da verdade, eu tenho que chamar jurista, pessoas que conhecem o mundo do direito para a gente escolher um critério para escolher quem vai para a Suprema Corte”.
Lula disse ainda que pretende discutir a criação de um mandato para evitar que ministros entrem no STF para “serem ricos”, uma vez que essa postura seria incompatível com o que se espera de um magistrado da Corte. “Quero fazer a próxima reforma: definir o tempo de mandato de um ministro da Suprema Corte. Quero definir que quem quiser ser ministro da Suprema Corte não pode querer ser rico, é incompatível. Aquilo é um sacerdócio e as pessoas estão lá para cumprir uma função e para cumprir a Constituição”, afirmou.
Lula citou que qualquer presidente eleito terá o direito de indicar ministros ao STF. O presidente também defendeu que a Suprema Corte precisa de mais mulheres.
Lula defendeu, ainda, a educação no País e afirmou que “o futuro desse País só estará garantido se a gente continuar acreditando na educação". “Nós temos que formar cada vez mais jovens para preparar o pessoal para essa revolução industrial digital, para transição energética, para essas coisas dos minerais críticos e terras raras”, disse.
O presidente estava acompanhado da primeira-dama, Janja Lula da Silva, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do candidato ao governo de SP Fernando Haddad (PT) e seu vice na chapa, Márcio França (PSB). As candidatas ao senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) também o acompanharam, bem como os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Alexandre Padilha (Saúde).
(Por Mariana Ribas e João Caires)
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