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Cidadania e Direitos / Política

Flávio Bolsonaro nega aquecimento global e evita detalhar ajuste fiscal

Carlos Moura/Agência Senado

Flávio Bolsonaro participou da sabatina promovida pelo "JN", na TV Globo, nesta sexta-feira (28) - Carlos Moura/Agência Senado
Flávio Bolsonaro participou da sabatina promovida pelo "JN", na TV Globo, nesta sexta-feira (28)
Por Broadcast

29/08/2026 | 11h28

São Paulo - Na sabatina promovida pelo "Jornal Nacional", na TV Globo, nesta sexta (28), o senador e pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, se negou a afirmar que acredita no aquecimento global.Ele foi questionado sobre o tema pelos apresentadores Renata Vasconcellos e César Tralli.

Segundo o senador, o que ocorre são eventos climáticos extremos. “Não é sobre influência dos atos humanos”, afirmou.

Para mim, o que acontece hoje é que são eventos climáticos que são extremos. Excesso de calor, excesso de chuva, excesso de seca. Eu acredito que são efeitos cíclicos”, disse o senador.

Em outro momento, Flávio fugiu de detalhar qual será a dimensão do ajuste fiscal que promoverá, caso eleito. Ele mudou de assunto para falar sobre endividamento e repetiu que, se o presidente fosse Jair Bolsonaro (PL), a taxa de juros estaria em 7%, ou seja, metade da atual.

Os apresentadores perguntaram, então, qual será a meta de redução da dívida pública na relação com o Produto Interno Bruto (PIB), ao qual ele também não respondeu.

Solicitado pelos jornalistas a voltar ao assunto, Flávio disse: “Vou chegar lá, vou chegar lá”, mas não citou números.

'Colinha' na mão

Imitando seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio participou da sabatina com uma ‘colinha’ na mão. Durante a participação do candidato na entrevista, foi possível ler as expressões “mudança”, “futuro” e “7/Set” em sua mão esquerda.

O senador repetiu o que seu pai fez na campanha de 2022, quando foi ao "Jornal Nacional" com as palavras “Nicarágua”, “Argentina”, “Colômbia” e “Dario Messer” escritas na palma da mão.

À época, os termos serviram como um ‘lembrete’ dos tópicos que deveriam ser explorados pelo então presidente da República e candidato à reeleição. No entanto, nenhum deles foram abordados. No segundo turno, em debate com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Bolsonaro apareceu com outra ‘colinha’ na mão.

(Por Gabriel de Sousa, Naomi Matsui e Gabriel Serpa)

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