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Eleições 2026

Lula diz não ver razões para perder 2º turno e promete ir a debates

Presidente reúne aliados em Brasília após terminar primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro e volta a defender reforma do Judiciário

Broadcast

Por Broadcast

06/10/2026 | 08h00

Gabriela Pereira/Enquadrar/Estadão Conteúdo

Lula terminou o 1º turno atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) - Gabriela Pereira/Enquadrar/Estadão Conteúdo
Lula terminou o 1º turno atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou confiança em reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições, destacando que não vê razões econômicas, sociais ou políticas para não ser reeleito. Ele citou sua experiência em 2006, quando conseguiu aumentar sua votação em um segundo turno.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 56 milhões de votos, enquanto Lula recebeu 53 milhões, uma queda significativa em relação ao primeiro turno de 2022. Lula também enfatizou a importância de debates diretos entre os candidatos nesta nova fase da disputa.

Lula criticou a situação do Supremo Tribunal Federal, atribuindo parte de seu desempenho no primeiro turno à crise na Corte e defendendo uma reforma no Judiciário. Ele pediu humildade aos aliados que não se elegeram e reafirmou sua intenção de vencer as eleições de 2026.

Resumo gerado por IA

Brasília — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira, 5, que não vê razões para não ser eleito presidente no segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Durante reunião com ministros, senadores, presidentes de partidos e políticos aliados no Hotel San Marco, em Brasília, Lula disse estar convencido de que pode reverter a vantagem obtida pelo adversário no primeiro turno e defendeu uma estratégia de mobilização para a nova etapa da disputa.

“Estou convencido de que não há nenhuma razão para eu não ser eleito presidente da República no segundo turno. Não há razão econômica, social e política”, disse o presidente.

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Lula citou como exemplo a eleição de 2006, quando disputou o segundo turno contra o então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que à época era do PSDB e hoje é seu vice-presidente. Segundo Lula, naquele pleito ele ganhou 12 milhões de votos entre os dois turnos, enquanto Alckmin perdeu 4 milhões.

“É importante lembrar que meu parceiro Alckmin, em 2006, eu fui para o segundo turno com Alckmin e aconteceu um fenômeno: eu cresci 12 milhões de votos e o Alckmin perdeu quatro milhões de votos”, afirmou.

Com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro recebeu 56.104.503 votos, ou 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula terminou com 53.879.538 votos, equivalente a 45,16%. O petista teve 3.379.966 votos a menos do que no primeiro turno de 2022.

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Debate na televisão

Lula afirmou também que irá participar de debates na televisão durante a campanha do segundo turno. Segundo ele, a nova etapa da disputa exige um confronto direto entre os dois candidatos.

“Vou ter que fazer mais rádio, vou ter que fazer mais selfies, vou ter que conversar mais”, disse Lula. “Agora é importante ter debate na televisão, porque agora é tête-à-tête, agora é um contra um”, defendeu.

Na corrida pelo primeiro turno, Lula decidiu não comparecer aos debates com os demais candidatos. Ele foi desafiado por Flávio a participar do último debate, na TV Globo, em 1º de outubro, mas nenhum dos dois compareceu após uma sucessão de decisões judiciais em torno das regras, e o encontro acabou cancelado pela emissora.

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Ao comentar o desempenho dos aliados que não conseguiram se eleger, Lula pediu que não culpassem o eleitor e afirmou que uma derrota pode servir de aprendizado.

“Aos companheiros que não se elegeram, eu queria deixar aqui: não briguem com o eleitor, não fale mal do eleitor porque ele não votou em vocês”, disse. “Às vezes o povo não vota porque o povo não nos compreendeu. Nem sempre quando a gente abre a boca as pessoas compreendem tudo que a gente fala. Então, a gente tem que ter humildade.”

O presidente afirmou ainda que já foi o candidato que mais perdeu e que mais ganhou eleições para a Presidência da República e voltou a declarar que vencerá a disputa de 2026.

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“Vou dizer a vocês olhando para a câmera do Stuckert — na verdade, eu queria olhar para a da Globo, mas como não sei qual é a da Globo, vou olhar para a do Stuckert — é o seguinte: se preparem, porque nós vamos ganhar as eleições de outubro”, afirmou.

Críticas ao STF

Na mesma reunião, Lula afirmou que sua campanha está “carregando nas costas” o que classificou como uma “promiscuidade” estabelecida no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente disse que a crise na Corte afetou diretamente seu desempenho no primeiro turno e voltou a defender uma reforma do Poder Judiciário.

“Estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte”, declarou.

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Lula defendeu a criação de um conselho da sociedade civil para a escolha de magistrados e o estabelecimento de mandatos. Também afirmou que ninguém está acima da lei, incluindo os ministros do STF.

“A verdade é que ninguém está acima da lei, nem os ministros da Suprema Corte”, enfatizou.

O presidente disse ainda que é o “candidato antissistema” e, ao analisar o resultado das eleições, afirmou que a polarização é um fenômeno registrado em diferentes partes do mundo. Para Lula, parte da responsabilidade pelo resultado do primeiro turno é da própria campanha.

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“A responsabilidade é nossa”, declarou.

(Por Gabriel de Sousa, Gabriel Hirabahasi e Flávia Said)

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