Lula diz querer 4º mandato para impedir direita que ria de 'velhinho asfixiado'
Ricardo Stuckert/PR
São Paulo - Em seu primeiro ato oficial de campanha, o atual presidente em busca da reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que quer um quarto mandato para impedir o retorno da direita ao governo do País.
Ao justificar mais uma candidatura, responsabilizou a gestão de Jair Bolsonaro (PL) pelas mortes ocorridas durante a pandemia de covid-19. "Enquanto eu for vivo, não vou parar de lutar e não vou permitir que volte uma direita responsável pela morte de 400 mil pessoas na covid por irresponsabilidade".
Se você ri de um velhinho que está morrendo asfixiado por falta de ar, que futuro você quer para o povo brasileiro?”, declarou Lula.
O discurso foi realizado neste domingo, 16, no Estádio Municipal 1º de Maio, conhecido como Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP). O local é considerado o berço político de Lula por ter sido palco das greves dos metalúrgicos lideradas por ele no fim da década de 1970, durante a ditadura militar.
Lula também destacou que é o primeiro presidente da República eleito três vezes no País. Em um discurso marcado pela oposição entre trabalhadores e empresários, o petista disse que “eleger patrão é uma contradição” e comparou a escolha a “colocar a raposa dentro do galinheiro”.
Ao defender as realizações de seus governos, Lula citou investimentos em educação, saúde, habitação e geração de empregos.
O presidente também afirmou que inaugurará neste ano “a última gota de água em Fortaleza", em referência às ações de segurança hídrica na região. A menção ocorreu em meio à vantagem do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) sobre o governador Elmano de Freitas (PT) nas pesquisas eleitorais do Ceará.
Em julho, Lula inaugurou o Túnel Major Sales, na divisa entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte. A estrutura integra o Ramal do Apodi da transposição do Rio São Francisco e busca ampliar o abastecimento de água no semiárido nordestino.
Também estiveram presentes o candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, e as candidatas ao Senado, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Lula defedeu votos casados para chapa em meio à distância do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre Haddad. Mais cedo, em discurso, Tebet fez ecoar entre os apoiadores a frase "quem vota Lula, vota Haddad".
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