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Mendonça orienta redes sobre remoção de posts sobre Flávio e Nossa Senhora

Ministro do TSE ressaltou que críticas e manifestações religiosas ou políticas não devem ser removidas apenas por proximidade temática

Broadcast

Por Broadcast

02/10/2026 | 11h11

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Em situações de "dúvida razoável", a publicação deve ser preservada, orientou Mendonça - Adobe Stock
Em situações de "dúvida razoável", a publicação deve ser preservada, orientou Mendonça
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O ministro André Mendonça, do TSE, enviou um ofício às plataformas digitais para que sigam novos parâmetros na remoção de postagens que associem Flávio Bolsonaro à intenção de retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, destacando que publicações com 'dúvida razoável' devem ser mantidas.

O TSE definiu que apenas conteúdos que atribuam a Flávio a autoria ou apoio à retirada do título configuram 'fake news', enquanto críticas e manifestações de caráter religioso ou político são protegidas pela liberdade de expressão.

A decisão do plenário reformou parcialmente uma liminar anterior que havia determinado a remoção de mais de mil postagens, resultando em uma série de decisões conflitantes no Supremo, com a liminar de Mendonça sendo restabelecida após intervenções de outros ministros.

Resumo gerado por IA

Brasília - O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enviou nesta sexta-feira, 2, um ofício às plataformas digitais determinando o cumprimento dos novos parâmetros para a remoção de postagens que associem o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) à intenção de tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

No ofício, o ministro ressalta que em situações de "dúvida razoável" a publicação deve ser preservada. "Em caso de dúvida razoável acerca da incidência da ordem sobre conteúdo específico, deverá ser preservada a publicação, sem prejuízo da possibilidade de submissão da questão a este Juízo para esclarecimento", afirmou o ministro na decisão.

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O entendimento fixado pelo colegiado do TSE na última quarta-feira, 30, é que apenas configuram "fake news" os conteúdos que atribuam a Flávio a autoria ou apoio a medidas para tirar o título de N. S. Aparecida. Críticas ao candidato ou manifestações de caráter religioso ou político ficam protegidas pela liberdade de expressão.

"A atuação preventiva deverá alcançar exclusivamente as publicações que reproduzam, de forma idêntica ou substancialmente equivalente, o núcleo factual reconhecido como inverídico, segundo o qual Flávio Nantes Bolsonaro ou sua família propôs, articulou, apoiou, está comprometido com ou pretende promover a retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição ou do título de Padroeira do Brasil", diz o documento.

Mendonça complementou: "Não deverão, portanto, ser indisponibilizadas publicações em razão da mera proximidade temática, da referência a Nossa Senhora Aparecida, da formulação de críticas ao candidato ou à sua família, da manifestação de caráter religioso ou político, ou de outras circunstâncias que, isoladamente, não importem reprodução do referido núcleo factual", diz o ofício.

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A decisão do plenário reformou em parte a liminar de Mendonça proferida na última sexta-feira, 25. O ministro havia determinado a retirada do ar de mais de mil postagens sobre a temática. A decisão levou a uma "guerra de liminares" no Supremo: Dino derrubou a decisão de Mendonça no domingo e, no dia seguinte, o ministro Luiz Fux anulou a liminar de Dino, restabelecendo os efeitos da decisão de Mendonça.

(Por Lavínia Kaucz)

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