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Eleições 2026

Flávio Bolsonaro nega que vá retirar título de Nossa Senhora Aparecida

Candidato do PL responsabiliza integrantes do governo Lula pela disseminação de fake news e diz que PT tenta colocar católicos contra evangélicos

Broadcast

Por Broadcast

29/09/2026 | 08h00

Redes Sociais/X.com via @FlavioBolsonaro

Em entrevista ao SantoFlow Podcast, Flávio afirmou ter ficado "muito indignado" com o episódio - Redes Sociais/X.com via @FlavioBolsonaro
Em entrevista ao SantoFlow Podcast, Flávio afirmou ter ficado "muito indignado" com o episódio
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O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência, negou a intenção de retirar o título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil, acusando membros do governo Lula de espalharem informações falsas sobre o assunto, o que gerou indignação e polarização política.

A controvérsia surgiu após uma fake news que ganhou força nas redes sociais, e Flávio destacou que a narrativa foi construída para dividir católicos e evangélicos, grupos que ele busca unir em sua campanha.

Medidas judiciais foram tomadas para conter a disseminação da informação falsa, com decisões conflitantes entre o TSE e o STF, enquanto Flávio tenta se posicionar como uma alternativa à polarização, reivindicando a herança política de seu pai, Jair Bolsonaro.

Resumo gerado por IA

Florianópolis e Brasília – O candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro, voltou a negar nesta segunda-feira, 28, que pretenda retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil e acusou integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de terem contribuído para disseminar a informação. Em entrevista ao SantoFlow Podcast, Flávio afirmou ter ficado "muito indignado" com o episódio.

"Não existe projeto de lei sobre retirada do título de Nossa Senhora de Padroeira do Brasil", afirmou. O candidato citou a primeira-dama Janja Lula da Silva e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, entre aqueles que, segundo ele, fizeram parte de uma "rede de mentiras".

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Flávio disse não ter ficado surpreso com a exploração política do episódio pelo PT e mencionou o atentado a faca sofrido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), durante a campanha eleitoral de 2018.

"Fiquei muito indignado com a fake news sobre Nossa Senhora", disse. Segundo o candidato, ele estava jogando futebol com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) quando tomou conhecimento da repercussão do caso.

A informação falsa ganhou força nas redes sociais na semana passada e associava Flávio a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida a condição de Padroeira do Brasil. Em agosto, Flávio havia dito que, caso fosse eleito, um de seus primeiros atos seria "decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo".

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A controvérsia também chegou à Justiça Eleitoral: em 25 de setembro, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada de publicações que apresentassem como verdadeira a informação sobre a suposta intenção do candidato.

Polarização

Nesta segunda-feira, Flávio responsabilizou o PT pela polarização política no País e acusou o partido de tentar criar uma divisão entre católicos e evangélicos. "Tudo que não precisamos neste momento é de um País mais dividido ainda, como o PT faz", afirmou. "O PT aposta na divisão. Agora tiveram a audácia de colocar católicos contra evangélicos", acrescentou.

Flávio, que é evangélico, afirmou que a controvérsia foi construída a partir de uma "narrativa mentirosa" e mencionou a relação de sua família com as duas vertentes do cristianismo.

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Seu pai, Jair Bolsonaro, declarou-se católico ao longo de sua trajetória política, embora tenha construído forte aproximação com lideranças e eleitores evangélicos. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é evangélica e Flávio frequenta a Igreja Batista.

Ao longo da campanha presidencial, Flávio tem buscado se apresentar como uma alternativa à polarização e atribuído ao PT a responsabilidade pela divisão política no País. Ao mesmo tempo, reivindica a herança política do pai e afirma que sua candidatura representa a continuidade do legado de Jair Bolsonaro, mas com uma postura diferente.

"Olham para mim enxergando o legado de Jair Bolsonaro com outra postura", disse Flávio na mesma entrevista. O senador afirmou que não gosta de "briga" e que seu perfil seria adequado ao atual momento do País.

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Estado laico

Flávio também relacionou a controvérsia ao debate sobre a laicidade do Estado. "O Brasil não é um Estado laico? A esquerda entende que o Estado laico é um Estado sem religião, e não é isso", afirmou.

Evangélico, Flávio tem no segmento religioso uma parcela importante de sua base eleitoral e tem buscado aproximação com pastores e grandes denominações durante a campanha.

Levantamento Datafolha realizado entre os dias 22 e 23 de setembro mostrou o candidato do PL com 47% das intenções de voto entre os evangélicos, ante 27% de Lula. No eleitorado católico, a relação se invertia: Lula tinha 45%, e Flávio, 33%.

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A polêmica ocorreu em meio a decisões judiciais divergentes sobre publicações relacionadas ao caso. Depois da decisão de Mendonça, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a ordem e liberou uma publicação sobre o tema; posteriormente, o ministro Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a ordem do TSE.

Na sexta-feira, Janja publicou uma fotografia de Lula segurando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida e escreveu: "Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, olhai por nós!". Nesta segunda-feira, ela também apareceu em cerimônia no Palácio do Planalto usando uma medalha com a imagem da santa.

(Por Maria Magnabosco e Flávia Said, especial para a Broadcast)

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