Anvisa proíbe canetas emagrecedoras sem registro de fabricante; veja quais
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São Paulo - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou uma série de medidas preventivas contra produtos irregulares no Brasil. As ações incluem a apreensão, proibição e o recolhimento de canetas emagrecedoras que não possuem empresa fabricante identificada.
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A decisão da Anvisa foi feita a partir da publicação da Resolução nº 1.914, publicada na segunda-feira, 12, no Diário Oficial da União. As ordens estipuladas na resolução resolução entraram em vigor imediatamente na data de sua publicação.
Falsos emagrecedores
O principal destaque da fiscalização foi o combate a produtos de empresas não identificadas que imitam medicamentos famosos ou prometem emagrecimento. A agência determinou a apreensão e a proibição da comercialização, distribuição, exportação, fabricação, propaganda e uso de todos os lotes de:
- Ozempic Power;
- Mounjmax;
- Maxtwo + 3D Slim;
- Maxtwo Detox.
Esses produtos não contam com qualquer registro, notificação ou cadastro ativo na Anvisa.
A resolução também mira o Mounjaro Kwikpen, medicamento injetável indicado para diabetes tipo 2 e obesidade. A agência determinou a apreensão e proibição de armazenamento, venda, transporte e uso dos lotes D830169 e D830169D.
A investigação apontou que esses lotes estavam circulando no mercado nacional de forma irregular, apresentando rotulagem em inglês, ausência de registro, procedência incerta e armazenamento em condições inadequadas.
A única exceção feita para estes lotes de Mounjaro Kwikpen é para aquelas unidades que tenham sido importadas regularmente por pessoas físicas para uso próprio.
Outras proibições
Na mesma resolução, a Anvisa proibiu a comercialização e a propaganda de todos os lotes dos medicamentos Allandiol Forte Black 1:1 e Allandiol Full Spectrum 3000 MG, produtos derivados de cannabis e associados à empresa Instituto Alma Viva Ltda e à marca Biocase / Allandiol.
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A medida foi adotada porque a empresa não possui Autorização de Funcionamento (AFE) da agência para este fim e os produtos vinham sendo anunciados na internet (em site próprio e no Instagram) com alegações terapêuticas direcionadas ao público em geral, sem registro ou autorização válida.
Recolhimento de antibiótico
Por fim, o texto regulatório determinou a suspensão do uso e comercialização, além do recolhimento voluntário, de quatro lotes (111485C, 111626C, 111750C e 112056C) do medicamento Kefazol (1 g pó para solução injetável).
O procedimento foi iniciado pela própria fabricante, a empresa Antibióticos do Brasil Ltda, que identificou um desvio de qualidade decorrente de uma falha em seu processo de embalagem.
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