Anvisa suspende publicidade da caneta injetável para diabetes Semavy
A decisão da Anvisa foi motivada por veiculações irregulares de anúncios do medicamento em diversos meios, incluindo redes sociais e aeroportos
Por Emanuele Almeida
25/09/2026 | 10h41Divulgação / Hypher Pharma
A Anvisa suspendeu imediatamente todas as campanhas publicitárias do medicamento Semavy, uma caneta injetável para diabetes tipo 2, devido à veiculação irregular de anúncios ao público em geral, contrariando a legislação vigente.
A medida foi motivada pela infração à Lei nº 6.360/1976, que proíbe a publicidade de medicamentos de tarja vermelha, como a Semavy, para o público consumidor, permitindo apenas divulgação direcionada a profissionais de saúde.
São Paulo - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata de todas as campanhas publicitárias do medicamento Semavy, uma caneta injetável à base de semaglutida voltada para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2 em adultos. A decisão foi oficializada por meio da Resolução-RE nº 3.750na quarta-feira, 23, publicada no Diário Oficial da União (DOU).
A fiscalização do órgão regulador identificou a veiculação de peças promocionais direcionadas ao público em geral em diversos canais. Entre os locais e meios onde a publicidade irregular foi constatada estão:
- Painéis eletrônicos instalados no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo;
- O site oficial do produto (https://www.semavy.com.br/);
- Redes sociais, incluindo publicações na plataforma Instagram;
- Vídeos promocionais em circulação na internet.
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Por que a Anvisa suspendeu?
A motivação para a medida sanitária baseou-se na infração a um trecho da Lei nº 6.360/1976, que disciplina a propaganda de insumos farmacêuticos e medicamentos no País.
De acordo com o texto, medicamentos de tarja vermelha — categoria na qual a Semavy se enquadra por necessitar de receituário médico — não podem ter propaganda veiculada ao público consumidor geral. A legislação estabelece as seguintes diretrizes:
- Público restrito: a divulgação de medicamentos sujeitos a prescrição médica só é autorizada quando dirigida exclusivamente a profissionais de saúde habilitados a prescrever ou dispensar os produtos, como médicos, dentistas e farmacêuticos;
- Medicamentos isentos: anúncios e campanhas para o público leigo são restritos a medicamentos isentos de prescrição;
- Exigência de receituário: a comercialização de canetas agonistas do receptor de GLP-1, a exemplo da Semavy, exige o controle rigoroso com a retenção da receita médica em duas vias nas farmácias.
A Semavy é produzida pela Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A., integrante do grupo Hypera Pharma. O registro do produto havia sido deferido pela Anvisa em julho de 2026, junto a outras apresentações de semaglutida voltadas ao tratamento do diabetes tipo 2.
A determinação de suspensão da propaganda entrou em vigor na mesma data de sua publicação oficial.
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