Ministério da Saúde pede inclusão de canetas emagrecedoras no SUS
Pedido do Ministério será analisado por comissão do SUS e, se aprovado, pode levar canetas com semaglutida e liraglutida à rede pública
Por Estadão Conteúdo
24/09/2026 | 20h56 ● Atualizado | 20h57Divulgação/Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde solicitou a inclusão de canetas emagrecedoras no SUS, visando atender pacientes com obesidade, em resposta ao aumento significativo da prevalência da condição no Brasil, que saltou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024.
Os medicamentos em questão, que contêm os princípios ativos semaglutida e liraglutida, são utilizados para controlar a saciedade e o açúcar no sangue, sendo indicados para o tratamento de obesidade e diabetes tipo 2.
A Conitec realizará uma avaliação inicial, seguida de uma consulta pública, antes que o Ministério da Saúde decida sobre a inclusão das canetas no SUS. Nesta semana, o presidente Lula anunciou a intenção de fazer distribuição gratuita desses medicamentos, embora sem uma data definida.
São Paulo - O Ministério da Saúde solicitou nesta quinta-feira, 24, a inclusão de canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de um ofício enviado à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) no SUS. Os medicamentos serão destinados a pacientes com obesidade.
De acordo com o texto do ministro Alexandre Padilha, serão avaliados medicamentos com os princípios ativos semaglutida e liraglutida, que já não tem mais registro de patente ativo e conta com versões genéricas e produzidas no Brasil.
Leia também
Os medicamentos atuam de forma análoga ao hormônio natural GLP-1 que ajuda a controlar o açúcar no sangue e a sensação de saciedade. Por isso, os remédios são indicados para tratamento de obesidade e de diabetes tipo 2.
Caminho para inclusão no SUS
A avaliação da Conitec é o primeiro passo para a incorporação. Após a publicação do parecer, uma consulta pública será realizada, e somente depois o Ministério da Saúde pode determinar a inclusão das canetas no SUS.
Dados do Ministério da Saúde mostram que a prevalência da obesidade no Brasil passou de 11,8%, em 2006, para 25,7%, em 2024, aumentando a necessidade de acompanhamento e tratamento por longos períodos, com impactos na mortalidade, na qualidade de vida, na produtividade e nos gastos do sistema de saúde.
Promessa de distribuição gratuita
Na última quinta-feira, 17, durante agenda da campanha para reeleição em Montes Claros (MG), o presidente Lula afirmou que canetas emagrecedoras serão distribuídas gratuitamente para pacientes com obesidade. Lula, porém, não indicou na ocasião quando a iniciativa passará a valer.
O Ministério da Saúde destaca que a iniciativa tem respaldo na primeira diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso, em escala populacional, de terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento da obesidade a longo prazo, publicada no final de 2025.
Mais opções no mercado e queda no preço
Até o momento, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no País, sendo 14 delas em 2026, e novos registros ainda são esperados, de acordo com o Ministério. Em nota oficial publicada no site, a pasta celebra o número de opções e afirma que a concorrência permitiu uma redução de 70% nos preços desses produtos no Brasil em menos de um ano.
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.
Agora

