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Aumento de pessoas 50+ em planos de saúde supera outras faixas etárias

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Participação de pessoas com 50 anos ou mais chega a 26,3% e cresce mais rápido do que o total - Envato
Participação de pessoas com 50 anos ou mais chega a 26,3% e cresce mais rápido do que o total
Por Bianca Bibiano

20/02/2026 | 18h49

São Paulo, 20/02/2026 - A participação de usuários com 50 anos ou mais nos planos médico-hospitalares aumentou de 20% para 26,3% entre 2000 e 2025, alcançando 13,9 milhões de pessoas em dezembro de 2025.

Além disso, entre 2015 e 2025, esse grupo cresceu 20,6%, enquanto o total de beneficiários avançou 5,6%. O processo foi ainda mais intenso nas idades mais elevadas, especialmente acima dos 70 anos. Os dados fazem parte da última Nota de Acompanhamento de Beneficiários do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), publicada este mês.

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A análise indica que o crescimento recente concentra-se nas faixas etárias mais avançadas: beneficiários de 60 a 69 anos aumentaram 24,4% entre 2015 e 2025, enquanto as faixas de 70 a 79 anos e de 80 anos ou mais cresceram 44% e 39,2%, respectivamente. 

O IESS diz que o resultado evidencia mudança gradual na composição etária do total de usuários de planos de saúde, com aumento relativo de participação daqueles que demandam acompanhamento contínuo e maior utilização assistencial.

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A participação de beneficiários com 50 anos ou mais nos planos médico-hospitalares aumentou de 20% para 26,3% entre 2000 e 2025 - Reprodução/NAB/IESS

Em 2000, pessoas com 70 anos ou mais representavam 4,7% do total, porcentual que chegou a 7,6% em 2025. Já o grupo entre 50 e 59 anos manteve participação estável, ao redor de 11%, indicando que o aumento recente ocorre principalmente pelo avanço das idades mais elevadas dentro do sistema.

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Em nota, o superintendente executivo do IESS, Denizar Vianna, disse que, no período analisado, " crescimento da participação dos beneficiários mais velhos ocorre pelo ingresso de mais pessoas e também pela migração etária dentro do sistema, não necessariamente em uma mesma carteira".

"Isso gera novas demandas no padrão de utilização e amplia a necessidade de cuidado contínuo, acompanhamento clínico e gestão de condições crônicas. Não se trata apenas de aumento populacional, mas de mudança na composição do risco assistencial", avalia.

O IESS diz que é esperado um protagonismo cada vez maior dos planos em assessorar os usuários na gestão da própria saúde do que ser apenas um meio de acesso à rede assistencial.

Mercado em expansão

No fechamento de 2025, os planos médico-hospitalares somavam 53,2 milhões de beneficiários, alta de 2,2% em 12 meses, enquanto os planos exclusivamente odontológicos totalizavam 35,6 milhões de vínculos, crescimento de 3,3%. A cobertura nacional dos planos médico-hospitalares ficou em 24,8% da população, no ano passado.

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A estrutura do mercado permanece concentrada nos contratos coletivos: 83,9% dos vínculos pertencem a essa modalidade e, dentro dela, 72,9% do total estão em planos coletivos empresariais. No mesmo período, o estoque de empregos formais cresceu 2,7%, enquanto os beneficiários dessa modalidade avançaram 3,7%, indicando forte associação entre emprego e cobertura privada.

“A saúde suplementar brasileira continua fortemente ligada ao mercado de trabalho. O emprego formal segue como principal determinante de acesso, enquanto o envelhecimento pesa como determinante de custo”, afirma Vianna.

O porta-voz do instituto diz ainda que, considerando o processo de envelhecimento, a saúde suplementar precisa construir meios de atrair os mais jovens e saudáveis a ingressarem no sistema, de modo a preservar o equilíbrio do mutualismo do sistema. 

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O que se busca é garantir sustentabilidade econômico, financeira e assistencial. O envelhecimento exige modelos assistenciais mais coordenados e foco em prevenção e acompanhamento longitudinal."

Ao mesmo tempo, complementa, o mercado de trabalho passa por uma grande transformação, como o desinteresse pelo registro pela CLT e o avanço do empreendedorismo, o que dificulta a atração do público mais jovem. “São situações complexas e que possivelmente demandarão mudanças estruturais”, pontua Vianna.

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