6 em cada 10 brasileiros buscam informações sobre saúde na Internet
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Por Bianca Bibiano
15/01/2026 | 17h46
São Paulo, 15/01/2026 - Dados de pesquisa Vox Populi divulgada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) mostram que 60% dos brasileiros dizem buscar informações sobre saúde na internet.
Contudo, embora confirme a comportamento digital na procura por informações sobre saúde, o levantamento expõe uma contradição: a maioria (85%) não confia plenamente nas informações obtidas através dos meios virtuais.
Para o superintendente executivo do IESS, José Cechin, os resultados refletem o comportamento dentro de um “cotidiano digital”. “Nosso País possui mais celulares do que cidadãos. O brasileiro pesquisa sintomas, compara tratamentos e busca prevenção pela internet. É um comportamento de autonomia, mas com cautela”, afirma.
“Essa realidade materializa a responsabilidade de quem produz e disponibiliza conteúdo no mundo digital, mas é muito importante que cada pessoa esclareça dúvidas sobre a sua saúde diretamente com um profissional capacitado e de confiança”, observa.
Google é o mais usado
Dentre as fontes mais utilizadas nas buscas sobre sintomas, doenças, diagnósticos e tratamentos, o Google foi apontado como a fonte preferida de 90%, seguido de inteligência artificial, com 19%. Os portais de saúde aparecem em terceiro na lista de fontes, com 12% e as redes sociais em último.
Quando questionados sobre o nível de confiança nas informações obtidas informar sobre saúde, a ordem muda: a confiança em relação aos portais de informação é maior do que em relação a inteligência artificial e Google. Ainda assim, apenas uma minoria declara confiar plenamente nas informações obtidas, enquanto a maior parte afirma “acreditar parcialmente” no que lê ou assiste — um sinal de que o comportamento digital vem acompanhado de cautela e desconfiança.
“No mundo todo há um debate muito importante sobre o monitoramento e a responsabilidade pelo que se posta nas redes sociais. Esse dado reforça como esse meio já se insere nesse contexto de debate sobre a supervisão das redes”, pondera Cechin.
O levantamento ouviu 3.200 pessoas com 18 anos ou mais, entre beneficiários e não beneficiários de planos de saúde e odontológicos, em oito regiões metropolitanas - São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre, Manaus e Brasília. As entrevistas foram presenciais, realizadas entre 31 de julho e 17 de agosto de 2025, com nível de confiança de 95%.
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