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Dados da ANS mostram uma competição mais acirrada entre os planos de saúde

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Empresas com maior escala tendem a ganhar espaço frente a empresas regionais - Envato
Empresas com maior escala tendem a ganhar espaço frente a empresas regionais
Por Broadcast

09/02/2026 | 20h05

São Paulo, 09/02/2026 - As grandes seguradoras e operadoras de saúde foram as empresas que obtiveram maiores adições de beneficiários, segundo o mais recente boletim da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), relativo a dezembro de 2025.

O cenário foi mais favorável à Amil, SulAmérica, Porto Saúde e Bradesco e mais desafiador para a Hapvida, Qualicorp e as Unimeds, mostrando uma nova dinâmica competitiva do setor, especialmente na Região Sudeste.

Entre os vencedores, a Amil foi o principal destaque, liderando as adições líquidas de beneficiários no período, com crescimento concentrado nos mercados de São Paulo e Rio de Janeiro. A SulAmérica também apresentou desempenho consistente, sustentado pela expansão da base e por uma estratégia comercial mais focada em contratos corporativos. A Porto Saúde manteve ritmo sólido de crescimento, beneficiada por maior eficiência operacional, enquanto a Bradesco Saúde ampliou sua base e reforçou sua relevância como um dos principais termômetros do setor.

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Apesar do avanço comercial, a Bradesco Saúde apresentou sinais de pressão nos custos assistenciais no quarto trimestre, o que relativiza a leitura positiva do desempenho. Analistas apontam que o aumento da sinistralidade ocorreu em um período sazonalmente mais favorável, indicando possível elevação da frequência de procedimentos, fenômeno observado também em outros planos de saúde e que deve seguir no radar ao longo de 2026.

Do lado negativo, a Hapvida foi novamente o principal destaque entre as perdas. A operadora registrou saída líquida de beneficiários, sobretudo em São Paulo, mercado onde a concorrência é mais intensa. As perdas mais do que compensaram os ganhos em outras regiões, reforçando a percepção de desafios estruturais relacionados a custos, utilização elevada e abertura de novas unidades.

As Unimeds e os planos de autogestão também perderam participação, em um movimento que reflete a maior dificuldade desses modelos em competir com seguradoras de grande porte. A Qualicorp, embora tenha reduzido o ritmo de perdas em relação a 2024, segue pressionada pela fragilidade financeira de operadoras menores e pelo risco de deterioração adicional da base de clientes.

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Tendência de consolidação

Para os analistas do BTG Pactual, o cenário reforça uma tendência de consolidação do setor de saúde suplementar. Empresas com maior escala, eficiência operacional e presença nos grandes centros urbanos tendem a ganhar espaço, enquanto players regionais e modelos mais fragmentados enfrentam um ambiente competitivo mais desafiador nos próximos trimestres.

Os dados mais recentes da ANS mostram que o setor de planos de saúde médico-hospitalares encerrou dezembro com cerca de 53,2 milhões de beneficiários, avanço de 1,9% na comparação anual.

Em 2025, as operadoras adicionaram aproximadamente 1,2 milhão de vidas à base, com saldo positivo de 80,1 mil beneficiários apenas em dezembro, resultado de pouco mais de 1,12 milhão de inclusões e 1,05 milhão de cancelamentos. Do total de usuários, cerca de 38,3 milhões estão em planos empresariais, 5,3 milhões em planos por adesão e 8,5 milhões em planos individuais ou familiares, reforçando o peso do segmento corporativo na dinâmica recente do setor.

(Por Wilian Miron)

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