Chocolate no hospital? Especialista explica como doce ajuda na recuperação
Freepik
São Paulo - Com a chegada da Páscoa, a vontade de consumir chocolate também é um desejo compartilhado inclusive por aqueles que se encontram em internação hospitalar. Diferente do que o senso comum dita, o doce não precisa ser banido das alas médicas; em situações específicas e com o devido critério da equipe médica, ele pode integrar a estratégia de cuidado e auxilia na recuperação de pacientes em tratamento de doenças complexas.
Leia também: Como escolher um bom chocolate? O que olhar no rótulo e dicas de especialista
A nutricionista e diretora da Unidade Paulista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz do, Joyce Rebouças explica que o chocolate deixa de ser um vilão absoluto no ambiente hospitalar quando sua introdução ajuda a melhorar a aceitação da dieta, proporcionando conforto e prazer ao comer.
Essa abordagem é especialmente útil em setores de alta complexidade como a oncologia, onde os pacientes costumam enfrentar perda de peso, alteração do paladar e falta de apetite. Nesses cenários, alimentos palatáveis atuam como uma ferramenta para estimular a alimentação e garantir o aporte calórico necessário.
Dentro da terapia nutricional hospitalar, um outro ponto importante é que também podem ser utilizados suplementos alimentares específicos para determinadas patologias, inclusive opções hiperproteicas e hipercalóricas em sabor chocolate.
Para a diretora, esse costuma ser um dos sabores com melhor aceitação entre os pacientes, tanto pela palatabilidade quanto pela sensação de conforto associada ao alimento. Mas, é importante destacar que a inclusão do doce obedece a critérios rigorosos.
Não existe uma regra única. Cada paciente é avaliado de forma individualizada, tanto no hospital quanto no acompanhamento ambulatorial.”
Para a Páscoa, a mensagem da especialista é clara: é perfeitamente possível aproveitar a data sem culpa, desde que haja moderação e consciência, inserindo o chocolate de forma equilibrada no contexto geral da saúde do indivíduo.
A nutricionista reforça ainda que, pensando nesse período, também é possível falar em consumo equilibrado de chocolate, até mesmo entre pessoas com doenças crônicas. Isso significa consumir com moderação, evitar excessos e considerar o contexto da alimentação como um todo.
Leia também: Bombons e chocolates registram maior alta da cesta de Páscoa, diz FGV/Ibre
Sendo assim, chocolates com maior teor de cacau, como os meio amargos e amargos, tendem a ser escolhas mais interessantes do ponto de vista nutricional, enquanto versões ao leite e o chocolate branco, que reúnem mais açúcar e gordura, devem ser evitadas.
“É possível aproveitar a data sem culpa, mas com consciência. O equilíbrio é o ponto-chave. O chocolate pode fazer parte, desde que inserido com moderação e dentro de um contexto de cuidado com a saúde”, conclui Joyce Rebouças.
Leia também: Faz sentido comer chocolate diet ou fit na Páscoa? Especialistas explicam
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.
