Entenda como funciona a cirurgia de vesícula de Roberto Carlos
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São Paulo - O cantor Roberto Carlos, de 85 anos, passará por uma cirurgia de vesícula. Confirmada por sua assessoria ontem ( 22), a intervenção já estava previamente agendada e não deve alterar a agenda de shows do "Rei", que tem apresentação marcada para o dia 15 de agosto no Rio de Janeiro. Mas, afinal, como funciona essa operação?
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Como funciona a cirurgia na vesícula?
O procedimento médico para a retirada da vesícula biliar é chamado de colecistectomia. Ele é indicado principalmente para o tratamento de pedras na vesícula (cálculos biliares), uma condição que costuma causar dores abdominais, náuseas e má digestão, especialmente após o consumo de gorduras.
A gastroenterologista Adelaide Monteiro explica que o termo que os médicos usam para cálculos na vesícula biliar, é colelitiase.
A vesícula biliar é um pequeno órgão próximo ao fígado e acumula bile para liberação no intestino, ajudando na digestão de gordura e na absorção de vitaminas. Um desequilíbrio entre os componentes da bile (colesterol, sais biliares) faz com que ao invés da forma líquida ela se solidifique formando os cálculos", adiciona.
Elas explica que os casos sintomáticos são sempre cirúrgicos. "A vídeo laparoscopia é o procedimento de escolha para realizar a colecistectomia. As pequenas incisões que são realizadas diminuem muito o trauma e risco cirúrgico", explica.
Se o procedimento for adiado, pode levar a complicações sérias, como infecções agudas ou pancreatite. Além disso, é importante ressaltar que qualquer tipo de procedimento cirúrgico envolve riscos, como choque anafilático - uma reação alérgica grave e fulminante.
Videolaparoscopia
No caso de Roberto Carlos, a técnica escolhida foi a videolaparoscopia, que é considerada o padrão ouro para esse tipo de operação. Diferentemente da cirurgia aberta tradicional, esse método é minimamente invasivo.
No procedimento, o cirurgião realiza pequenas incisões no abdômen por onde insere instrumentos especializados e uma microcâmera. Isso permite visualizar o órgão em alta definição e removê-lo com precisão. Por ser menos agressiva, a técnica resulta em menos dor no pós-operatório e uma recuperação significativamente mais rápida.
Recuperação
A segurança do procedimento é um dos pontos destacados pela especialista, sendo uma cirurgia amplamente realizada e com excelentes resultados. Geralmente, o paciente recebe alta hospitalar no dia seguinte e pode retomar as atividades habituais em poucos dias, seguindo apenas uma dieta inicial pobre em gorduras e evitando esforços físicos pesados por cerca de um mês.
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