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Fisioterapia pélvica ajuda a prevenir problemas na saúde da pelve; entenda

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Fisioterapia pélvica cuida da saúde das estruturas localizadas na região pélvica, promovendo mais qualidade de vida - Envato
Fisioterapia pélvica cuida da saúde das estruturas localizadas na região pélvica, promovendo mais qualidade de vida
Por Alexandre Barreto

17/06/2026 | 15h57 ● Atualizado | 15h58

São Paulo - Você já ouviu falar em fisioterapia pélvica? A técnica tem ganhado destaque como uma aliada na prevenção e no tratamento de problemas que afetam a saúde íntima, urinária, intestinal e sexual.

Segundo a fisioterapeuta pélvica e terapeuta sexual Marcia Oliveira, a especialidade atua diretamente nas estruturas localizadas na pelve, região responsável por funções relacionadas à sexualidade, reprodução e eliminação de urina e fezes.

"A fisioterapia pélvica é uma área da fisioterapia que tem como foco as condições de saúde de tudo o que está localizado na pelve. Com isso, envolve cuidados com as áreas sexual, reprodutiva e de eliminação de fezes e urina", explica.

Dra. Marcia Oliveira é uma fisioterapeuta especialista em saúde pélvica e sexual feminina
Dra. Marcia Oliveira é uma fisioterapeuta especialista em saúde pélvica e sexual feminina - Arquivo pessoal

A especialista destaca que o acompanhamento pode começar ainda no início da vida sexual, especialmente em casos de dor íntima ou desconfortos relacionados à musculatura da região pélvica. Durante a fase reprodutiva, o trabalho também inclui ações preventivas e orientações voltadas à saúde da mulher.

Na perimenopausa, menopausa e no envelhecimento, a fisioterapia pélvica auxilia na manutenção da força muscular, da funcionalidade e da continência urinária e fecal.

Fortalecimento do assoalho pélvico

O assoalho pélvico é formado por músculos que sustentam órgãos como bexiga, útero e reto. Quando essa musculatura funciona adequadamente, pode contribuir para a melhora da sensibilidade, da percepção corporal e da resposta sexual.

De acordo com a fisioterapeuta, o tratamento não se resume apenas ao fortalecimento muscular.

É importante destacar que nem sempre o objetivo é apenas fortalecer. Em muitos casos, também é necessário trabalhar o relaxamento, a coordenação e a consciência corporal para que a musculatura funcione de forma equilibrada.

Além dos benefícios para a sexualidade, a fisioterapia pode reduzir perdas urinárias, sensação de peso vaginal e outros desconfortos que impactam a autoestima e o bem-estar, especialmente após os 50 anos.

Saúde pélvica no envelhecimento

Com o avanço da idade, alterações hormonais e estruturais podem comprometer a função da região pélvica. Entre as principais mudanças estão a redução da elasticidade dos tecidos, diminuição da lubrificação vaginal, perda de massa muscular e alterações na função da bexiga e do intestino.

Essas condições podem provocar sintomas como urgência urinária, incontinência, desconforto durante a relação sexual e sensação de peso na região íntima.

A fisioterapia pélvica atua de forma individualizada, utilizando exercícios específicos para cada mulher, terapia manual, recursos físicos e educação em saúde para melhorar a função muscular, reduzir sintomas e ajudar a paciente a manter autonomia, conforto e qualidade de vida ao longo dos anos.

A técnica também é utilizada no tratamento de condições como bexiga hiperativa, urgência miccional e prolapsos dos órgãos pélvicos, popularmente conhecidos como "queda da bexiga", "queda do útero" ou "queda do reto".

O acompanhamento ainda pode auxiliar em casos de constipação intestinal, incontinência fecal, dor pélvica crônica, recuperação pós-cirúrgica, preparação para o parto e reabilitação após o nascimento do bebê.

Homens também podem se beneficiar

Apesar de frequentemente associada à saúde feminina, a fisioterapia pélvica também apresenta resultados importantes para homens, principalmente após os 50 anos. A especialista explica que alterações urinárias relacionadas ao envelhecimento e às doenças da próstata podem causar aumento da frequência urinária, urgência, enfraquecimento do jato urinário e perdas de urina.

A técnica pode auxiliar na recuperação da continência urinária, na redução das dores pélvicas e na melhora da função sexual, contribuindo para a qualidade de vida e para a retomada das atividades do dia a dia com mais segurança e confiança", destaca Oliveira.

Quando procurar um fisioterapeuta pélvico

A especialista recomenda buscar avaliação profissional diante de sintomas como perda de urina ao tossir ou praticar exercícios, urgência urinária, dificuldade para evacuar, dor pélvica, dor durante a relação sexual e alterações persistentes da função sexual.

A avaliação também pode ser indicada durante a gestação, após o parto, na perimenopausa, menopausa e após cirurgias da região pélvica.

Envelhecer não significa perder qualidade de vida. Muitas mudanças são naturais, mas isso não quer dizer que a mulher precise conviver com desconfortos, dores ou escapes urinários como se fossem inevitáveis.

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