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Fisioterapia pélvica x pompoarismo: saiba as diferenças e os benefícios

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Fisioterapia pélvica atua tratando e prevenindo alterações que afetam os músculos do assoalho pélvico - Pexels
Fisioterapia pélvica atua tratando e prevenindo alterações que afetam os músculos do assoalho pélvico
Por Alexandre Barreto

20/06/2026 | 09h25

São Paulo - A fisioterapia pélvica e o pompoarismo costumam ser associados ao fortalecimento da musculatura íntima e à melhora da vida sexual. No entanto, as duas práticas têm objetivos, métodos e indicações diferentes.

A principal distinção está na abordagem: enquanto o pompoarismo é uma técnica voltada à função sexual, a fisioterapia pélvica é uma especialidade da saúde baseada em avaliação clínica e evidências científicas.

Segundo a fisioterapeuta pélvica Dayra Dill, o pompoarismo surgiu como uma técnica milenar destinada a melhorar a função sexual. Já a fisioterapia pélvica atua de forma mais ampla, tratando e prevenindo alterações que afetam os músculos do assoalho pélvico.

Dayra Dill é uma fisioterapeuta com mais de 15 anos de experiência, com grande atuação na área de fisioterapia pélvica e reabilitação
Dayra Dill é uma fisioterapeuta com atuação na área de fisioterapia pélvica e reabilitação - Reprodução/Redes Sociais
Pompoarismo é uma técnica milenar criada para melhorar a função sexual. Porém, a fisioterapia pélvica é um tipo de fisioterapia específica para essa região muscular do assoalho pélvico, que é a nossa região íntima”, explica.

A especialista destaca que a fisioterapia também pode contribuir para a função sexual, mas com base em conhecimentos anatômicos, fisiológicos e científicos. Por isso, exercícios realizados sem avaliação profissional podem não trazer resultados e, em alguns casos, agravar sintomas já existentes.

“Muitas vezes, contrair e fazer exercícios aleatórios sem avaliar direitinho essa musculatura pode não dar resultado nenhum ou pode até piorar algum sintoma”, alerta Dayra.

O que é a fisioterapia pélvica?

A fisioterapia pélvica é uma área especializada que previne e trata disfunções dos músculos do assoalho pélvico. Essa estrutura sustenta órgãos como bexiga, útero e intestino, além de desempenhar papel importante no controle urinário, intestinal e na função sexual.

O tratamento pode beneficiar homens, mulheres e crianças em diferentes situações, incluindo:

  • Incontinência urinária e fecal;
  • Dores pélvicas crônicas;
  • Disfunções sexuais;
  • Gestação e pós-parto;
  • Recuperação após cirurgias ginecológicas e urológicas;
  • Alterações relacionadas ao envelhecimento.

A avaliação é individualizada e considera fatores como força muscular, tensão, respiração, postura e sintomas apresentados pelo paciente.

Exercícios nem sempre significam fortalecimento

Um dos equívocos mais comuns é acreditar que todos os problemas da região pélvica exigem fortalecimento muscular. De acordo com Dayra Dill, existem casos em que a musculatura já apresenta excesso de tensão, situação que requer relaxamento e tratamento da dor antes de qualquer exercício de força.

Quem tem dor, primeiro tem que tratar a dor. Não é fortalecer mais ainda, porque isso pode tensionar ainda mais a musculatura e piorar algum sintoma”, afirma.

Além da terapia manual e dos exercícios específicos, o tratamento pode incluir biofeedback, eletroestimulação e técnicas de relaxamento muscular.

Benefícios após os 50 anos

A fisioterapia pélvica também ganha destaque entre pessoas com mais de 50 anos. Perda de massa muscular, alterações hormonais e mudanças naturais do envelhecimento podem afetar a funcionalidade da região íntima em homens e mulheres.

A partir dos 50 anos, homens e mulheres se beneficiam muito desse tipo de tratamento, terapia e cuidado, porque a gente vai trabalhar toda a funcionalidade da região”, destaca a especialista.

Entre os benefícios estão a melhora do controle urinário, da função intestinal, da saúde sexual e da qualidade de vida.

Quando procurar ajuda especializada?

A recomendação é buscar avaliação profissional diante de sintomas como perdas urinárias, dor durante a relação sexual, sensação de peso na pelve, dificuldade para evacuar ou alterações na resposta sexual.

Para Dill, o primeiro passo é entender exatamente como está a musculatura do assoalho pélvico para que o tratamento seja adequado às necessidades de cada pessoa.

Antes de qualquer coisa, o ideal é fazer uma avaliação individualizada para identificar o que realmente o assoalho pélvico está precisando e, assim, realizar os exercícios corretos para obter benefícios e melhora da função sexual”, conclui.

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